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Estudante trans é impedido de concorrer como rei do baile em formatura

Jovem trans é impedido de concorrer como Rei do Baile em formatura - iStock
Jovem trans é impedido de concorrer como Rei do Baile em formatura Imagem: iStock

Da Universa

22/03/2019 16h32

Um estudante trans do último ano da Johnson High School na Georgia, Estados Unidos, afirmou que está sendo forçado a concorrer como rainha do baile de formatura apesar de ter sido indicado pelos seus amigos como o rei do baile. Dex Frier, de 17 anos, concedeu uma entrevista ao BuzzFeed americano e revelou que a escola está dando apenas duas opções para ele: concorrer como rainha ou não participar da competição.

De acordo com Frier, o diretor da escola chegou a conversar com ele na última sexta-feira (15) para informar o parecer da instituição. "Eles me ligaram para me dizer que eu não poderia concorrer ao baile de formatura porque eu não era legalmente homem e que as coisas são assim no Condado de Hall [distrito escolar]", revelou. "A única maneira de ser elegível era eu me inscrever na cédula como rainha do baile de formatura". O jovem havia sido indicado pelos seus colegas semanas antes com outros seis garotos da escola.

Em reunião com o diretor, Frier ainda revelou que a diretriz foi dada pelo superintendente do distrito escolar, Will Schofield. Procurado pelo BuzzFeed News, Schofield se recusou a falar sobre o assunto para "proteger os direitos de privacidade de nosso corpo estudantil", mas afirmou não querer que a questão fosse um empecilho para a "missão principal" da instituição.

"Não estou interessado em ser responsável por colocar nosso distrito escolar, por atos de comissão ou omissão, no meio de uma questão nacional social legal que teria o potencial de nos atrapalhar substancialmente de nossa missão principal de fornecer uma educação para os meninos e meninas em nossa comunidade", disse.

A notícia logo correu pela escola e uma colega e amiga de Frier, Fiona Sandi, enviou um e-mail para Schofield pedindo para que ele reconsiderasse a decisão, que ela acredita estar "enviando uma mensagem de intolerância" aos estudantes. Outros colegas também foram adicionados ao e-mail e chegaram a organizar uma petição online para que o Frier consiga concorrer à rei do baile na formatura. Com apenas dois dias no ar, o documento já ganhou mais de 15 mil assinaturas de diversas partes do mundo.

"Só porque eu não sou legalmente homem, eu seria excluído de algo que todo cara tem a oportunidade de fazer no ensino médio. Foi realmente perturbador", disse. O jovem está pedindo para que a direção deixe ele "expressar a maneira como me sinto e a maneira como penso em mim mesmo, sem que a política entre em ação".

Frier diz que é muito grato pelo apoio que recebeu dos seus colegas e ainda fez um desabafo: "Eu não conheço muitas pessoas trans que frequentam esta escola, mas eu não quero que ninguém mais tenha que passar por isso. Dói ouvir que você não merece os mesmos direitos que outra pessoa porque você 'não é igual a eles".

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