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Brasil começará reconstrução de estação na Antártica no final do ano

No Rio de Janeiro

20/02/2013 17h58

O Brasil começará a reconstruir no final do ano sua estação de pesquisas na Antártica que foi destruída há um ano por um incêndio que matou dois militares, informaram fontes oficiais.

A nova Estação Antártica Comandante Ferraz, localizada na ilha do Rei Jorge, a cerca de 130 quilômetros da Antártica continental, deve ficar pronta no início de 2014, afirmou o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, em uma videoconferência durante o evento de inauguração do novo sistema de telecomunicações da base, que será fornecido pela operadora Oi.

Para a reconstrução da base, uma licitação internacional será convocada nos próximos meses, e as obras devem começar em novembro ou dezembro, época em que as condições meteorológicas locais são mais favoráveis. Moura Neto está em um dos módulos emergenciais nos quais funciona a Estação Antártica desde que o incêndio destruiu cerca de 70% das instalações originais em 25 de fevereiro de 2012.

"No segundo semestre haverá uma licitação para a construção da próxima estação, que deverá começar no próximo verão", informou o comandante da Marinha durante o evento do qual também participou, mas no Rio, o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo.

O almirante disse que, de acordo com análises baseadas em estações antárticas de outros países, a nova base brasileira custará cerca de 40 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhões).

Moura Neto destacou que, apesar de a estação ter funcionado em módulos de emergência durante os últimos 12 meses, os trabalhos desenvolvidos pelos 200 pesquisadores brasileiros no continente gelado não foram interrompidos. "O Brasil é membro consultivo do Tratado Antártico e nos esforçamos para que as pesquisas continuassem."

Ele destacou que o novo sistema de telecomunicações via satélite inaugurado nesta quarta-feira é um passo importante no processo de reconstrução da estação, que voltará a estar conectada 24 horas por dia com o Primeiro Distrito Naval da Marinha, sediado no Rio de Janeiro.

O novo sistema permite que as cerca de 70 pessoas que trabalham na estação tenham acesso permanente a serviços integrados de voz, dados, internet, telefonia celular e televisão, segundo a Oi.

A nova infraestrutura de telecomunicações faz parte de um acordo de cooperação entre a Marinha e a empresa, que projetou um sistema especialmente adaptado para suportar as baixas temperaturas e os fortes ventos típicos do clima Antártico. As antenas de comunicações instaladas podem suportar rajadas de vento de até 220 quilômetros por hora, informou a operadora.

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