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Como o controle remoto te ajuda a comandar a TV sem sair do sofá? Entenda

Como funciona o controle remoto? - Arte UOL
Como funciona o controle remoto? Imagem: Arte UOL

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt

13/05/2021 04h00Atualizada em 18/05/2021 09h59

Imagina ter que levantar do sofá e apertar um botão físico na TV toda vez que quiser escolher um filme e série na plataforma de streaming da sua Smart TV ou, simplesmente, mudar de canal. Isso parece coisa do século passado, não é? Na era pré-controle remoto, esse era o padrão.

Felizmente, a tecnologia evoluiu e tornou nossa vida mais cômoda — em vários aspectos —, tanto que hoje é inconcebível controlar determinados aparelhos sem ser à distância. Mas você sabe como isso é possível?

Considerando modelos mais comuns de controles remotos para aparelhos domésticos, o segredo está na luz infravermelha.

O controle remoto contém LEDs que emitem pulsos infravermelhos na medida em que você aperta os botões. Esses pulsos, por sua vez, são recebidos por um foto-sensor, que como o próprio nome deixa claro é um sensor capaz de captar sinais luminosos.

Mas o que essa radiação infravermelha transporta? Na verdade, ela contém um código digital que corresponde à função desejada. Uma vez que a TV recebe esse código, ele é interpretado por controladores ligados ao receptor e a função desejada é executada.

Caso uma tecla seja mantida pressionada, o controle emite uma série de comandos repetidos, o que permite, entre outras coisas, rolar por uma lista de opções em aplicativos da TV.

Só existem controles remotos que se comunicam por infravermelho?

Não. Na verdade, os primeiros aparelhos do tipo utilizavam sinais de rádio frequência (RF) e, neste caso, controles e aparelhos tinham circuitos sintonizados que estabeleciam a conexão entre eles. O problema é que, para uso doméstico, havia uma considerável simplificação desses circuitos, o que os tornava propensos a interferências eletromagnéticas das mais variadas.

Hoje, essa tecnologia é utilizada em várias outras áreas, como na comunicação com sondas espaciais e controles de objetos como portões de garagem.

Além disso, há aparelhos mais modernos que se comunicam com seus respectivos controles por Bluetooth ou Wi-Fi. Até mesmo as TVs "smart" têm funções do tipo, uma vez que parte delas podem ser controladas utilizando apps para celular.

Por que alguns controles remotos só funcionam com a gente apontando diretamente para o aparelho e outros não têm essa limitação?

Controles que utilizam infravermelho são direcionais e, em um campo aberto, eles só funcionam se forem apontados para o aparelho o qual controlam.

Em um uso doméstico, no entanto, esse feixe infravermelho tende a se refletir em paredes, móveis e outras estruturas. Dependendo da potência do LED, do estado das pilhas e da presença ou não de obstáculos, dentro de casa esses controles tendem a funcionar mesmo quando apontados para outra direção.

Já os modelos que utilizam Bluetooth e Wi-Fi funcionam independentemente da direção para a qual você aponte e do ambiente.

E controles remotos universais? Como eles são capazes de se comunicar com dispositivos de marcas diferentes?

Há poucas diferenças e muitas semelhanças entre os padrões usados por fabricantes para definir a comunicação entre controle remoto e respectivos aparelhos. O controle universal se vale disso para se "conectar" com o receptor que passará a controlar.

Isso ocorre porque ele está programado de fábrica para poder atuar em padrões relativamente pouco diferentes.

A partir daí, a confirmação do padrão adequado para se comunicar com determinado aparelho ocorre por vários métodos. Um deles acontece quando apertamos uma sequência determinada de teclas e, com isso, ele é "pareado" com o aparelho.

Fontes:
Renato Giacomini, coordenador do departamento de Engenharia Elétrica da FEI
Eduardo Pouzada, professor de Engenharia Eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia
Fábio Raia, especialista em Engenharia Elétrica e professor do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Presbiteriana Mackenzie
Carlos Fernando Teodósio, coordenador do curso de Engenharia Eletrônica e de Computação da Escola Politécnica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)