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China inicia nova campanha de bloqueio de sites

12/06/2019 11h55

Por Huizhong Wu

PEQUIM (Reuters) - A China iniciou uma nova campanha de bloqueio de sites de mídia estrangeira e fechamento de contas domésticas em redes sociais, no que a imprensa estatal chama de limpeza da internet no do país.

A iniciativa foi lançada em maio pela administração do ciberespaço chinês, pelo ministério de Tecnologia da Informação, pelo órgão de segurança pública e pelo órgão regulador dos mercados no país e será executada até o final do ano, disse a agência oficial de notícias Xinhua.

A campanha de "retificação" punirá sites por "ações ilegais e criminais", que deixaram de "cumprir sua obrigação" de adotar medidas de segurança ou que roubaram informações pessoais de usuários. A campanha acontece após uma série de fechamentos e bloqueios de sites e contas em redes sociais.

Vários meios de comunicação estrangeiros além do controle de Pequim, como o Washington Post e o The Guardian, não estão acessíveis online desde o fim de semana passado, aumentando a lista de sites bloqueados que incluem a Reuters.

As contas de mídia social, desde as que publicam material politicamente sensível até notícias financeiras, também foram bloqueadas.

Shimin Fang, um escritor popular de ciência que atraiu atenção pública na China por comentários críticos sobre a Huawei, disse ter descoberto na terça-feira que todas as suas contas em redes sociais foram fechadas.

Fang, que mora nos Estados Unidos, disse que não sabia o que havia acontecido até que alguns leitores lhe disseram que não conseguiam mais encontrar suas publicações e que os operadores da plataforma não disseram por que as contas foram fechadas.

"Meu palpite é que, a partir de agora, não será permitida a existência de quaisquer contas influentes de 'self-media', não importa se elas são políticas ou não", disse Fang à Reuters.

O termo "self-media" é usado principalmente nas redes sociais chinesas para descrever contas de notícias independentes que produzem conteúdo original, mas não são registradas oficialmente pelas autoridades. "O inverno da internet chinesa está chegando", disse Fang.

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