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Processador rápido e câmera sem modo noturno: novo iPhone chega ao Brasil

iPhone SE 3ª geração: novo celular mais barato da Apple Imagem: Bruna Souza Cruz/Tilt

Bruna Souza Cruz

De Tilt, em São Paulo

08/04/2022 04h00Atualizada em 08/04/2022 19h53

Um novo celular da Apple começa a ser vendido no Brasil nesta sexta-feira (8): o iPhone SE 3ª geração, criado para ser uma versão acessível entre os smartphones da marca. Custando a partir de R$ 4.199, o lançamento fica com o posto de mais barato do portfólio atual da empresa.

Para manter o valor preço, a linha SE pega alguns recursos avançados usados nos irmãos mais caros (como o processador e 5G) e abre mão de outros (como design e reconhecimento facial). Por isso, o lançamento tem um visual de iPhone antigo, com um botão físico na parte da frente e tela pequena.

Tilt já está com o aparelho em mãos e conta agora o que ele tem de novidade e nossas primeiras impressões.

O modelo pode ser comprado nas cores Red (vermelho), estelar (parece cor de pérola) e meia-noite (preto). Os preços são:

  • 64 GB - R$ 4.199
  • 128 GB - R$ 4.699
  • 256 GB - R$ 5.699

Cores do iPhone SE de 2022 Imagem: Divulgação/Apple

Tudo igual, mas diferente

O novo iPhone foi apresentado no último dia 8 de março — junto a duas novas cores da linha 13, novo iPad Air e nova geração de desktops.

O modelo deste ano é o terceiro da linha, que foi lançada pela primeira vez em 2016. A segunda edição veio só em 2020.

iPhone SE 3ª geração (lançado em 2022) x iPhone SE 2ª geração (preto; lançado em 2020) Imagem: Tilt

Em termos de visual, o deste ano e o antecessor são iguais. É fácil confundir os dois. Mesma altura, largura, espessura. Só o peso do mais novo é que tem 4 gramas a menos (algo imperceptível).

O SE 2022 manteve o corpo do iPhone 8, de 2017. Uma única câmera principal também é presente na traseira do telefone. O bom de ele ser compacto é que é muito confortável de segurar para quem tem mãos pequenas. E ele cabe no bolso da calça tranquilamente.

A tela permanece LCD com 4,7 polegadas (11,9 cm na diagonal). As bordas superiores e inferiores continuam maiores do que os iPhones recentes com suas telas "infinitas". A resolução também é a mesma: 1.334x 750 pixels.

iPhone SE 2022: detalhe do botão home Imagem: Bruna Souza Cruz/Tilt

Contudo, o display ficou mais resistente contra quedas. O vidro usado no lançamento é o mesmo presente na linha iPhone 13, lançada em setembro do ano passado.

É um ponto positivo, mas cuidado com riscos. No quarto dia de uso o iPhone testado já apresentou pequenos arranhões em uma das laterais. Se for comprar o lançamento, já invista em película protetora e capa de segurança.

Em termos de usabilidade, confesso que sofri para reacostumar a usar um telefone com tela pequena. É possível configurar para que as letras fiquem maiores ou menores. Mas o que me pegou mesmo foi na hora de digitar mensagens no teclado menor.

Além disso, esqueci várias vezes que era preciso apertar um botão para desbloquear a tela, confirmar downloads de aplicativos, navegar por alguns menus, etc. Por vezes, me vi distraída deslizando o dedo no painel aguardando comandos que nunca iram ser executados.

iPhone SE 2022: celular tem uma câmera principal de 12 MP Imagem: Bruna Souza Cruz/Tilt

Câmeras

Neste ano, a Apple integrou o sistema de processamento de imagens visto nos modelos mais avançados. A maior qualidade das fotos em comparação com o SE de 2020 é significativa.

A 3º geração do SE tem a tecnologia de inteligência artificial Deep Fusion, que ajusta os contrastes das fotos de acordo com o ambiente. O algoritmo funciona na câmera principal e na de selfie.

iPhone SE 3ª geração: fotos do celular da Apple

O celular oferece ainda opções variadas de estilos fotográficos, que permitem personalizar a maneira como o celular processa as cores captadas pela câmera. Você pode escolher entre tons mais quentes ou frios, por exemplo. Uma vez definido, o celular irá usar a modificação como padrão para as fotos tiradas a partir daí.

O ponto negativo é que o telefone não tem modo noturno, presente em vários concorrentes nessa faixa de preço. O recurso para fotos tiradas em ambientes com pouca iluminação já se popularizou. A própria Apple fez um trabalho bom com os modelos mais caros. É uma pena que a versão "baratinha" não possui essa função.

Desempenho

O iPhone SE 3ª geração trabalha com o processador da Apple chamado A15 Bionic, o mesmo presente na linha 13, de 2021. Ele é 1,8x mais rápido do que o iPhone 8, por exemplo. O chip possui 4 núcleos, e promete alta performance em jogos.

Usando o aparelho por uma semana para funções do dia a dia (redes sociais, streaming de vídeo e música, internet, ligações e edição de imagens) não tem o que falar. Não travou, não esquentou demais. Aplicativos fluíram muito bem nas primeiras impressões.

Bateria

A Apple melhorou a bateria em comparação com a versão antiga. Agora, a promessa é de que o celular aguente 15 horas de reprodução de vídeo direto ou 10 horas de streaming de vídeo. A 2ª geração do aparelho consegue chegar a 13 horas e 8 horas nos mesmos tópicos, respectivamente.

Ao longo de uma semana, a bateria do telefone chegou a durar um dia e meio com um uso menos intenso, e com a maior parte do tempo na conexão wi-fi. O consumo já foi mais rápido usando a internet móvel.

Em um dos testes iniciais, o celular conseguiu rodar direto 4h35 minutos de vídeo exibido via Google Fotos (em looping).

Uma impressão que tive é que a porcentagem da bateria não cai rapidamente quando o celular fica "em repouso". Ou seja, quando ele não é usado, principalmente com conexão wi-fi ativa. Algo que já vi acontecer em outros smartphones (o de 2020, inclusive).

Vale o investimento?

O iPhone SE 3ª geração, de fato, tem um valor mais atrativo considerando a marca. Em comparação a celulares antigos da Apple, ele tem a vantagem de rodar o iOS 15, sistema operacional mais recente. Isso garante ao modelo uma vida útil maior, pois receberá atualizações por mais uns sete anos —se a fabricante não mudar o que costuma fazer.

O problema é que pagar R$ 4.199 num telefone com 64 GB não me parece mais um bom negócio. Ainda mais considerando que o consumidor irá ficar com o telefone por vários anos. Esse espaço de armazenamento vai estourar rapidinho. Aplicativos hoje em dia consomem mais da memória. Isso sem contar fotos, vídeos, documentos.

Se você deseja mesmo comprar um celular da Apple novo, recomendaria ir por dois caminhos:

  • Investir no SE novo com mais espaço (R$ 4.699 o de 128 GB).
  • Pesquisar o iPhone 11 (em torno de R$ 4.099 com 128 GB). Mesmo tendo sido lançado em 2019, ele ainda é um ótimo smartphone com bom custo-benefício. De extras ele tem: duas câmeras principias, tela maior e nada de botão físico no display.

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