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Afinal, o que é streaming? Veja como séries da Netflix e outros chegam à TV

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt

20/02/2020 04h00

Como você assiste a filmes e séries hoje em dia? Há boas chances de que a sua resposta envolva um serviço de streaming. Para termos ideia, estima-se que apenas a Netflix tenha mais de 12 milhões de assinantes no Brasil. Mas o que acontece entre o momento que você pega a pipoca, aperta o "play" e o filme começa a rodar na sua TV?

A tecnologia por trás do streaming de vídeo envolve "picotar" o filme ou o episódio da série que você vai assistir, transportar esses "pedaços" até a sua casa e, então, juntá-los novamente. E tudo no menor tempo possível.

Tec por trás do streaming
Imagem: Guilherme Zamarioli/UOL

O primeiro ponto a ser considerado é que os grandes provedores de serviços de streaming alocam seus arquivos de vídeo em diversos servidores. Dessa forma, quando o usuário solicita o acesso a um arquivo, o provedor identifica o servidor mais próximo para diminuir o tempo de latência.

A seguir, o arquivo percorre o caminho até a casa do usuário, passando pela rede do provedor de internet.

Nesse caminho, o arquivo do filme viaja "picotado" em pacotes, que são endereçados de maneira independente e viajam separadamente. A parte interessante disso é que diferentes pacotes podem viajar por "rotas" diferentes. Quando eles chegam à casa do usuário, o cliente de streaming (o aplicativo da Netflix ou do Amazon Prime Video, por exemplo) agrupa e decodifica esses dados, exibindo o filme.

A grande diferença é que, no caso do streaming, o arquivo de mídia não é armazenado por completo no aparelho do usuário (ainda que alguns serviços permitam baixar arquivos para executar offline), mas sim reproduzidos conforme eles são baixados.

Apesar dos arquivos de vídeo serem baixados "sob demanda", os streamings trabalham com uma certa "gordura", o chamado buffer. Funciona assim: conforme o arquivo é reproduzido, dados referentes aos próximos minutos do arquivo de mídia já são transferidos previamente. Com isso, a experiência de quem assiste fica menos sujeita a oscilações no fluxo de dados, uma vez que a transferência já cuidou de baixar o que está "à frente" do atual momento do vídeo.

Por que a velocidade da internet influencia a qualidade do vídeo?

Isso ocorre porque vídeos com maior resolução (Full HD, 4K etc) são mais "pesados". Para serem transmitidos, há a necessidade de que o usuário tenha uma largura de banda grande o suficiente para garantir o fluxo de dados contínuo e, assim, ter uma boa experiência.

Geralmente os serviços de streaming detectam automaticamente a velocidade da conexão do usuário e, com base nisso, determinam qual é a qualidade do vídeo ideal para ser transmitido —o provedor de streaming tem o mesmo arquivo, com várias qualidades diferentes.

Operadoras de internet podem barrar o streaming?

É possível, sim, que operadoras de internet barrem o streaming, o que pode ocorrer tanto limitando o acesso a sites do tipo quanto diminuindo a largura de banda quando se usa esse tipo de serviço.

Apesar de possível, ao menos no Brasil isso teoricamente não é permitido: o Marco Civil da Internet (Lei n° 12.965/2014) determina a neutralidade da rede no seu artigo 9º, quando determina a obrigatoriedade de se "tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação".

Fontes:

João Carlos Lopes Fernandes, professor do curso de Engenharia de Computação do Instituto Mauá de Tecnologia
Marcelo Parada, professor do departamento de Engenharia Elétrica do Centro Universitário FEI

Toda quinta, Tilt mostra que há tecnologia por trás de (quase) tudo que nos rodeia. Tem dúvida de algum objeto? Mande para a gente que vamos investigar.

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