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Startup cria aparelho para você controlar os músculos e se livrar da tensão

Freepik
Imagem: Freepik

Pedro Katchborian

Colaboração para Tilt

09/02/2020 04h00

Preste atenção nas suas costas: você está relaxado? Mesmo? Ao utilizar a neurotecnologia, a startup NeuroUp quer treinar as pessoas para que controlem a tensão dos músculos. Para isso, utilizam técnicas de biofeedback, uma ferramenta que permite que pessoas tenham mais percepção do corpo para que possam regular suas reações fisiológicas e emocionais.

O funcionamento é simples: a startup desenvolveu um dispositivo que pode ser colocado em vários locais do corpo. Esse equipamento se comunica com um aplicativo para celular. "Os sensores são capazes de captar a informação oferecida pelo corpo e devolvê-las em tempo real. Assim, é possível identificar o nível de tensão corporal e trabalhar técnicas que ajudam a reduzi-la", diz Diogo Jardim, cofundador da NeuroUp e diretor técnico.

Por exemplo, uma pessoa coloca o dispositivo no pescoço e vê na tela do celular o nível de intensidade do movimento. O gráfico mostra se a pessoa está relaxada ou com o músculo contraído. Em outras demonstrações, o dispositivo foi usado para identificar a tensão nos ombros e no apertamento dental, como no caso do bruxismo.

"A tecnologia permite que o usuário aprenda técnicas de relaxamento e as aplique no dia a dia. Controlar a tensão dos músculos é uma capacidade que poucas pessoas possuem, principalmente as que apresentam dores crônicas ou que vivem em situações de estresse. O treinamento com o biofeedback pode beneficiar as pessoas com dificuldade para relaxar por vontade própria", diz Ubirakitan Maciel, cofundador e diretor executivo da NeuroUp.

O aparelho foi desenvolvido tendo em vista qualquer pessoa que esteja interessada em "controlar a tensão dos músculos". No entanto, o biofeedback pode ser indicado para públicos específicos, como indivíduos com doenças crônicas e ansiedade. Atletas de alto nível já usam técnicas de biofeedback para ampliar o domínio dos movimentos.

"É parecido com aprender a tocar um instrumento novo. Em média são realizadas de 5 a 10 sessões de treinamento, com 20 minutos em cada sessão, e os efeitos podem durar muitos anos", diz

Diogo Jardim, cofundador da NeuroUp, exibe o aparelho desenvolvido pela startup - Luisa Maciel
Diogo Jardim, cofundador da NeuroUp, exibe o aparelho desenvolvido pela startup
Imagem: Luisa Maciel

Neurotecnologia acessível

A NeuroUp surgiu em Recife, em 2014. O projeto nasceu da inquietação de dois pesquisadores na área de neurotecnologia. "Na universidade, nós tivemos acesso a diversas tecnologias com o potencial de melhorar a qualidade de vida de pessoas com doenças neurológicas, mas esses equipamentos eram caros e difíceis de serem usados fora dos laboratórios", afirma Ubirakitan. "Então iniciamos a empresa com o foco de tornar essas tecnologias acessíveis".

Recentemente, a startup recebeu aporte de R$ 2,5 milhões por meio do Criatec 3, fundo gerido pela Inseed Investimentos e criado pela BNDES. Com o dinheiro, a NeuroUp espera um crescimento de 800% no faturamento no próximo ano. Para 2020, o foco é ampliar a base de clientes com 400 novos locais de treinamento, além de oferecer novos recursos e um novo dispositivo, que permitirá o complemento dos treinamentos em casa.

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