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Trava "mágica"? Entenda como funcionam as fechaduras eletrônicas

Aquela dor de cabeça após esquecer onde está sua chave pode acabar com sistema de fechaduras eletrônicas - Divulgação
Aquela dor de cabeça após esquecer onde está sua chave pode acabar com sistema de fechaduras eletrônicas Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/06/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Já existem fechaduras eletrônicas que abrem com senha, celular ou até por biometria
  • Em hotéis, uma central "grava" o cartão que você usará para entrar no quarto
  • Já em residências, há vários modelos: nas fechaduras sobrepostas, o trinco fica exposto do lado de dentro da porta e é preciso fazer um furo
  • Há também fechaduras eletromagnéticas, que necessitam de uma ligação com a rede elétrica e utilizam eletroímãs para ficarem travadas

Você é uma pessoa esquecida? Caso a resposta para essa pergunta seja "sim", é bem provável que já tenha perdido as suas chaves de casa - ou, no mínimo, deixado elas em algum lugar que você não lembrava depois.

E se a chave em questão fosse você? Sim, isso é possível: hoje já existem fechaduras eletrônicas que abrem com senha, por meio de aplicativos de celular ou, ainda, com autenticação biométrica. É uma garantia que você não ficará trancado para fora de casa - a não ser, claro, que você esqueça a senha.

De maneira geral, esses equipamentos funcionam como uma fechadura comum: dependendo do modelo, há uma lingueta que avança em direção ao batente, sendo operada pela maçaneta, e uma tranca. Enquanto nas versões comuns essa tranca é movida ao girar o miolo da fechadura com uma chave, na versão eletrônica ele é ativado automaticamente pelo mecanismo da fechadura após a autenticação.

Além de ajudar a evitar que você não entre na sua casa, esse tipo de fechadura oferece mais segurança em relação aos mecanismos comuns, já que não há um miolo de chave que permita a utilização de uma chave micha ou uma gazua para a sua abertura.

Fechaduras eletrônicas dão um "basta" nos problemas envolvendo as chaves - Divulgação
Fechaduras eletrônicas dão um "basta" nos problemas envolvendo as chaves
Imagem: Divulgação

Aqui, é importante salientar que há diferenças cruciais entre as fechaduras eletrônicas dos quartos de hotéis e a versão residencial do aparato.

Começando pela versão hoteleira: ela é controlada por meio de uma central, ou seja, quando você vai fazer o check-in em um hotel, a pessoa responsável pelo atendimento "grava" o cartão que você usará para entrar no seu quarto.

O que ocorre durante esse procedimento é, basicamente, fazer com que o cartão e a fechadura "conversem" entre si. O cartão pode utilizar tarja magnética ou ser um dispositivo RFID (sigla para Radio-Frequency Identification ou Identificação por Rádio Frequência, em português), feito de PVC e com um chip e uma pequena antena, similar aos cartões usados em transporte público.

E na sua casa?

As fechaduras residenciais, por sua vez, não dependem de uma central de controle. Na realidade, elas têm um funcionamento autônomo, o que significa que não há a necessidade da existência de controladores externos para que seja feita a autenticação de senhas, cartões ou dados biométricos.

O método de autenticação também varia dependendo do modelo. Há fechaduras que funcionam mediante senha, outras usam os cartões RFID (que já falamos acima) e, por fim, há as que utilizam dados biométricos - o mais comum, neste caso, é o uso de impressão digital.

Em alguns casos, é possível até mesmo usar uma "autenticação de dois fatores", com o uso de senha e biometria, ou senha e cartão, por exemplo.

A instalação, geralmente, é feita de duas formas. No caso das chamadas fechaduras sobrepostas, nas quais o trinco de fechamento fica exposto do lado de dentro da porta, há apenas a necessidade de fazer um furo redondo na porta. Esse modelo permite manter, por exemplo, uma maçaneta de abertura convencional e é mais simples de ser instalado.

Fechaduras eletromagnéticas utilizam eletroímãs e precisam de ligação com a rede elétrica - Divulgação
Fechaduras eletromagnéticas utilizam eletroímãs e precisam de ligação com a rede elétrica
Imagem: Divulgação

Já no caso dos modelos de embutir, todo o mecanismo fica no interior da porta, de maneira similar a uma fechadura convencional. Consequentemente, a instalação é mais complexa e, em geral, demanda uma mão-de-obra especializada.

Há ainda as fechaduras eletromagnéticas, que você provavelmente já viu em entradas de prédios, por exemplo. Como o nome deixa claro, elas necessitam de uma ligação com a rede elétrica e utilizam eletroímãs para ficarem travadas. Isso ocorre ao usar a eletricidade para criar um forte campo magnético entre as placas instaladas na porta e no batente, mantendo essas duas peças unidas.

E se acabar a energia?

No caso das fechaduras residenciais, a alimentação normalmente é feita por pilhas ou baterias. O que acontece, então, se a carga delas acabar?

Geralmente as fechaduras mostram um aviso quando a carga das baterias está chegando ao fim, dando tempo de sobra para que elas sejam trocadas. Se, ainda assim, elas acabarem e você estiver do lado de fora da casa, há métodos alternativos para energizar a peça o suficiente para destravá-la por meio do método de autenticação usado normalmente - alguns modelos permitem ligar uma bateria externa para fazer isso.

Já no caso das fechaduras eletromagnéticas, um corte na alimentação de energia elétrica significa que elas ficarão destravadas - uma brecha que poderia ser utilizada, por exemplo, em tentativas de "arrombamento". Neste caso, a instalação pode prever fontes alternativas de energia, como no breaks, para que elas se mantenham fechadas em situações de falta de eletricidade, por exemplo.

*Com a colaboração de Juliano Pavlak, analista de produtos e negócios da Intelbras

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