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Rússia remove homenagem à Apple após Tim Cook anunciar ser homossexual

Réplica do iPhone, com dois metros de altura, instalada em janeiro de 2013 no pátio da Universidade Nacional de Tecnologias da Informação  - Dmitry Lovetsky/AP
Réplica do iPhone, com dois metros de altura, instalada em janeiro de 2013 no pátio da Universidade Nacional de Tecnologias da Informação Imagem: Dmitry Lovetsky/AP

Do UOL, em São Paulo

03/11/2014 16h49

Um monumento erguido em homenagem ao fundador da Apple, Steve Jobs, falecido em 2011, foi removido de uma praça em São Petersburgo, na Rússia, após o presidente-executivo da empresa, Tim Cook, admitir ser gay.  

Com dois metros de altura, a réplica do iPhone foi instalada em janeiro de 2013 no pátio da Universidade Nacional de Tecnologias da Informação por um grupo de empresas chamado ZEFS. 

Citando a necessidade de respeitar a lei de combate a "propaganda gay", Maxim Dolgopolov, líder do grupo, anunciou a retirada do monumento na última sexta-feira (31), um dia depois do anúncio de Cook.

"Na Rússia, propaganda gay e outras perversões sexuais entre menores de idade são proibidos por lei", disse o grupo, por meio de um comunicado, que ressaltou a movimentação de estudantes no local do monumento: "é uma área de acesso direto de jovens."

A iniciativa, segundo o ZEFS, visa "proteger as crianças da negação aos valores familiares tradicionais".

A lei que proíbe a disseminação de "propaganda gay" entre menores de idade foi assinada pelo presidente Vladimir Putin em 2013. Na ocasião, Putin disse que a iniciativa nada tinha a ver com a discriminação contra os homossexuais, mas, sim, com a proteção dos jovens.

Já na semana passada, Vitaly Milonov, legislador russo que faz campanha contra os direitos dos homossexuais e participou ativamente da lei assinada por Putin, cogitou barrar a entrada de Cook na Rússia.

O presidente-executivo da Apple assumiu publicamente na semana passada a sua homossexualidade em entrevista à revista "Bloomberg Businessweek".

"Eu tenho orgulho de ser gay e considero ser gay um dos maiores dons que Deus me deu. Ser gay me deu um entendimento mais profundo do que significa ser minoria", falou à publicação. (*Com informações de agências internacionais)

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