PUBLICIDADE

Redmi Note 9

Realme 7 Pro

Topo

Redmi Note 9 x Realme 7 Pro: qual deles ganha em câmeras e desempenho?

Reprodução
Imagem: Reprodução

Vinícius de Oliveira

Colaboração para Tilt

30/06/2021 04h00

Quando o Redmi Note 9 foi lançado aqui no Brasil em setembro do ano passado, a Xiaomi recebeu algumas críticas por causa do valor de lançamento, bem mais alto em comparação ao do antecessor. No entanto, com câmera traseira quádrupla e grande autonomia de bateria, ele conseguiu sua fatia de mercado entre os intermediários.

Debutante no país, a também chinesa Realme trouxe no início de 2021 seu aparelho Realme 7 Pro. O grande destaque ficou por conta do carregador de 65 W, um dos mais potentes do mercado — a bateria vai de 0% a 100% em 35 minutos.

Com especificações técnicas parecidas, Tilt decidiu comparar os dois smartphones, já testados por nossa equipe.

O UOL pode receber uma parcela das vendas pelo link recomendado neste conteúdo. Preços e ofertas da loja não influenciam os critérios de escolha editorial.


Divulgação
TILT
3,4 /5
Veja o review

Redmi Note 9

Preço

R$ 2.699 R$ 1.299 (Shopping UOL - 28/09/2020) Comprar
Realme
TILT
3,8 /5
Veja o review

Realme 7 Pro

Preço

R$ 3.000 - Preço de lançamento R$ 2.032,19 - Preço em 31/03/2021 Comprar
ENTENDA AS NOTAS DA REDAÇÃO

4,0

4,0

4,0

4,0

4,0

4,0

3,0

4,0

3,0

3,0

3,0

4,0

2,0

3,0

3,0

4,0

5,0

5,0

3,0

4,0

3,0

3,0

4,0

4,0

Pontos Positivos

  • Câmera quádrupla por preço acessível
  • Bateria para dois dias de uso moderado
  • Tela ótima para consumo de vídeo e para jogar
  • Tem entrada para fone de ouvido
  • Vem com capinha transparente
  • Bom conjunto de câmeras
  • Carregamento total do celular em 35 minutos

Pontos Negativos

  • Desempenho lento, com direito a travadas em apps
  • Fotos tiradas foram piores que as de concorrentes
  • Usabilidade é comprometida pelo tamanho e controles velhos de Android
  • Desbloqueio digital sob a tela não é muito preciso
  • Acabamento em plástico na traseira
  • Apresentou travamentos (atualizações posteriores tornaram celular mais estável)
  • Não tem 5G, só 4G; mas é algo que só terá impacto quando a quinta geração chegar ao Brasil

Veredito

Com câmera quádrupla versátil e competente, boa tela e ótima bateria, modelo da popular linha da Xiaomi tem bom custo-benefício no preço de marketplaces. No valor cobrado pela loja da marca, porém, concorrentes têm opções melhores.

É um bom aparelho intermediário para quem odeia esperar o telefone carregar e com bom hardware. De negativo, fica a falta de 5G (que deve fazer diferença só no futuro, quando o recurso chegar ao Brasil) e os travamentos apresentados, que foram reduzidos com atualizações de software.

De frente, ambos são muito parecidos, com um furinho no canto superior esquerdo da tela para a câmera de selfie. As principais diferenças de design estão na traseira.

O Redmi Note 9 tem um módulo quadrado que agrupa todas as lentes no centro e também o sensor de impressão digital. O ponto negativo aqui está no acabamento da traseira e das laterais, que dá a impressão de ser um modelo menos sofisticado.

Já a traseira do Realme 7 Pro é de plástico, mas com um acabamento mais caprichado. As câmeras ficam agrupadas em um módulo no canto esquerdo superior, menos quadrado. Ele vem em duas cores: Mirror Blue (azul espelhado) e Mirror Silver (prateado espelhado).

O Redmi Note 9 é vendido em três: Forest Green (verde-azulado), Midnight Grey (cinza-escuro), Polar White (branco).

Veredito: Sem grandes diferenças entre eles, optamos pelo Realme 7 Pro por ter um conjunto com melhor acabamento.

O Redmi Note 9 tem um visor grande, com 6,53 polegadas (16,58 cm), um tamanho satisfatório para consumir conteúdo de streaming de vídeo como Netflix ou YouTube. No entanto, a tecnologia ainda é de LCD, inferior ao painel Super Amoled do Realme 7 Pro, o que significa dizer que a tela do segundo tem cores mais vivas e mais contraste que a daquele.

O visor do Realme 7 Pro é um pouco menor que o do concorrente, com 6,4 polegadas (16,25 cm). Testes feitos por Tilt mostraram que ele tem um sensor biométrico sob a tela com precisão problemática. O reconhecimento ficou prejudicado quando o dedo estava um pouco suado.

Ambos aparelhos tem taxa de atualização de 60 Hz — que dita a fluidez com que as imagens aparecem na tela —, um ponto negativo já que existem intermediários no mercado com taxas superiores.

Veredito: Por ter uma tela de Super Amoled, que é uma tecnologia superior ao LCD, optamos pelo aparelho da Realme.

Ambos têm baterias satisfatórias para um dia inteiro de uso. Com 5.020 mAh de bateria, o Redmi Note 9 consegue passar até dois dias longe da tomada quando o uso é moderado.

Em dias de uso intenso, nossos testes mostraram que o celular com 100% bateria no início da manhã amanheceu desligado no dia seguinte.

Já a bateria de 4.500 mAh do Realme 7 Pro iniciava o dia às 8h em 100% e só começava a pedir carga no dia seguinte (média de 20%) após um dia de uso intenso.

O aparelho da Xiaomi vem com um carregador 22,5 W de potência. Já o da Realme, o grande destaque é o carregador de 65 W. Na prática, o celular é carregado de 0% a 100% em 35 minutos.

Veredito: Aqui está a prova de que celular com bateria mais potente nem sempre é o que tem o melhor desempenho. O Realme 7 Pro aguentou mais tempo longe da tomada nos dias de uso intenso durante os testes de Tilt, além de ter um carregador super potente.

Principal

Os dois aparelhos têm um conjunto de câmera quádruplo com uma principal grande-angular, uma ultra grande-angular (aumenta o campo de visão), uma macro (para fotos de objetos aproximados) e um sensor de profundidade (que ajuda no desfoque de fundo).

A diferença é que a principal do Realme 7 Pro faz imagens com 64 MP. As feitas com o Redmi Note 9 têm 48 MP.

As câmeras do Redmi Note 9 renderam boas fotos à luz do dia em nossos testes, mas, em ambientes de alto contraste, o branco acabou estourando. Já fotos com pouca luz ou iluminação artificial ficaram apenas satisfatórias.

Foto com boas condições de iluminação - Rodrigo Trindade/UOL - Rodrigo Trindade/UOL
Em céu aberto, o resultado da lente principal do Redmi Note 9 é satisfatório
Imagem: Rodrigo Trindade/UOL

As lentes traseiras do Realme 7 Pro também renderam fotos à luz do dia com detalhes bem definidos e de ótima qualidade. À noite, ou com pouca iluminação, os detalhes ficam desfocados ou granulados, resultando em imagens aceitáveis.

Veredito: O branco estourado em fotos de alto contraste incomoda bastante em dias ensolarados, por isso optamos pelo Realme 7 Pro aqui.

Fotos tiradas com o Realme 7 Pro

Frontal

A câmera frontal do Redmi Note 9 tem 13 MP, contra a lente de 32 MP do Realme 7 Pro. Em ambos, as fotos saem com uma qualidade ótima quando a iluminação está boa.

Eles também fazem selfies com modo retrato e possuem filtros que alteram características do rosto se a pessoa desejar (que podem ser desativados). O aparelho da Realme faz fotos com resolução de 6.528 x 4.896 contra 4.128 x 3.096 pixels da Xiaomi.

Os celulares gravam vídeos em resolução Full HD e não possuem flash frontal.

Veredito: Novamente, o contraste alto atrapalhou o Redmi Note 9 e fez o branco estourar nas fotos de selfie. Além disso, a resolução maior do aparelho da Realme é mais um atrativo.

O Realme 7 Pro tem um processador Snapdragon 720G, da fabricante Qualcomm, que pontua melhor que o MediaTek Helio G85 do Redmi Note 9 nos testes de benchmark do AnTuTu (que avalia o desempenho do celular em diferentes situações). Foram 270 mil pontos contra 193 mil.

O processador da Qualcomm é avaliado melhor em categorias como performance, gráficos e consumo de bateria.

Além disso, o aparelho da Xiaomi tem memória RAM (que ajuda no desempenho do processador) menor do que a oferecida pelo Realme 7 Pro. Nos testes feitos por Tilt, o Redmi Note 9 engasgou algumas vezes usando aplicativos considerados leves, como Instagram, Twitter e WhatsApp.

O celular da Realme também travou durante as primeiras semanas de uso com aplicativos de redes sociais que fechavam do nada. Mas o problema melhorou com atualizações de software lançadas posteriormente.

Ambos vêm com 128 GB de armazenamento interno — o modelo da Xiaomi também tem a opção com 64 GB.

Veredito: Aqui o Realme 7 Pro vence por ter pontuado melhor com o processador e possuir mais memória RAM

O Redmi Note 9 possui proteção Gorilla Glass 5, deixando a tela mais resistente a arranhões. De acordo com a fabricante, o celular é capaz de sobreviver a quedas de até 1,6 metros.

Além disso, o aparelho da Xiaomi conta com tecnologia de carregamento reverso. Isto é, com auxílio de um cabo, você usa o seu celular para carregar outros equipamentos.

Já o Realme 7 Pro tem alto-falantes na parte inferior e na parte superior, o que melhora a experiência de áudio. A proteção do vidro da tela é a Gorilla Glass 3+, lançada em 2019, que aguenta até 50 kg de pressão e quedas de até 0,8 metros de altura.

Veredito: Optamos pelo aparelho da Xiaomi que possui melhor proteção contra acidentes e tecnologia de carregamento reverso.

O celular da Realme está custando R$ 2.599* nas lojas parceiras da fabricante, mas dá para encontrar o modelo por a partir de R$ 1.849 no varejo.

Já o aparelho da Xiaomi com 128 GB de memória interna está mais barato no site oficial da marca no Brasil: R$ 2.099,98. No entanto, é possível achar o aparelho à venda por a partir de R$ 1.035 no mercado.

Se essa diferença não foi um grande empecilho, a melhor escolha é investir no Realme 7 Pro, que possui um conjunto de câmeras ligeiramente melhor e foi melhor nos testes de desempenho.

Quem tiver mais grana para gastar, a versão do Redmi Note 9 Pro, com 128 GB de armazenamento interno, vem com o mesmo processador do Realme 7 Pro e memória RAM melhor que o irmão de linha da Xiaomi, além de ter uma câmera principal de 64 MP tal qual a concorrente chinesa. Mas ele está saindo por R$ 2.329,90 no varejo.

* Preços pesquisados em 27 de junho de 2021. Para efeitos de comparação, usamos os valores oferecidos nos sites oficiais da Xiaomi, Realme e de marketplaces. Não foram considerados outros descontos ou promoções de pré-venda.

Especificações técnicas
  • Android 10

  • Sistema Operacional

  • Android 10 com RealmeUI

  • 162.3 x 77.2 x 8.9 mm e 199 g

  • Dimensões

  • 160,9 x 74,3x 98,7 milímetros

  • Resistência à água

  • Não

  • Cor

  • Azul e cinza

  • R$ 2.699 (lançamento)

  • Preço

  • R$ 2.799

Tela
  • LCD IPS

  • Tipo

  • SuperAmoled

  • 6,53 polegadas (16,5 cm)

  • Tamanho

  • 6,4 polegadas (16,3 cm)

  • Full HD+ (2340×1080)

  • Resolução

  • FullHD (1080 x 2040)

Câmera
  • 13 MP

  • Câmera Frontal

  • 32 MP

  • 48 MP (principal), 8 MP (grande angular), 2 MP (sensor macro) 2 MP (teleobjetiva e sensor de profundidade)

  • Câmera Traseira

  • 64 MP (principal) +2 MP (macro) + 2 MP (profundidade) + 8 MP (ultra-grande angular)

Dados técnicos
  • MediaTek Helio G85

  • Processador

  • Qualcomm Snapdragon 720G octa-core 2,3 GHz

  • 64 GB ou 128 GB

  • Armazenamento

  • 128 GB (expansível com microSD até 256 GB)

  • 3 GB ou 4 GB de RAM

  • Memória

  • 8 GB

  • 5.020 mAh

  • Bateria

  • 4.500 mAh