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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

TV, internet, rede social: diálogo com consumidores precisa ser diverso

kiquebg/Pixabay
Imagem: kiquebg/Pixabay

Helbert Oliveira*

Especial para Tilt

11/08/2021 04h00

O perfil dos consumidores, cada vez mais imersos nas plataformas digitais, mudou. São perfis mais exigentes e que trazem muitos desafios para as empresas. Há pessoas que moram sozinhas e que se atraem por produtos com conectividade e inteligência artificial para poder dar conta das tarefas domésticas. Há quem dívida um apartamento com amigos e distribua as atividades semanalmente para otimizá-las ao máximo. Existem inúmeros novos perfis, afinal o mundo mudou e a maneira de lidar com a nossa casa também.

Essa diversidade abre caminho para a criação de produtos e recursos mais personalizáveis, que possam se adaptar melhor a cada tipo de pessoa e de demanda. E, naturalmente, produz impacto direto na forma como uma empresa leva as mensagens desses produtos a seu público-alvo. A comunicação para aquele grupo de amigos que divide um apartamento é diferente da que poderia ser utilizada com uma mãe ou pai que trabalha fora e cuida da casa e dos filhos sozinho, que por sua vez é distinta da forma com que se conversa com um casal que compartilha igualmente as tarefas domésticas.

Cada grupo, cada perfil de consumidor tem suas particularidades. Seja pelo tipo de produto mais adequado para aquela realidade, pelos recursos que eles oferecem ou até mesmo pela forma como é feita a comunicação para atraí-los. A mesma geladeira, por exemplo, pode acabar nas graças de uma geração mais jovem dependendo de como o direcional de uma campanha foi feito e aplicado em uma situação que converse com aquele público.

Além da variação na linguagem para levar essas mensagens, há uma diferença clara sobre onde você encontra cada perfil. Não é apenas sobre conteúdo diversificado, mas é também sobre ferramentas e plataformas.

Um vídeo em TV aberta serve para um público, mas há um nicho que será mais impactado em plataformas online ou em canais por assinatura, sem falar nos consumidores mais jovens e imersos em redes sociais. Isso tudo exige uma leitura profunda e abrangente para aumentar a distância entre o que fazemos hoje nesse cenário multicultural para os estereótipos e o anacronismo que por muito tempo foi praticado.

O processo é trabalhoso e muito desafiador, mas também pode ser visto como uma conquista. É possível ter diante de si um universo muito diverso, que foge de estigmas, permite mais criatividade e assertividade na hora de produzir conteúdos e campanhas, sempre com as pessoas em foco e com respeito às individualidades.

O que não pode faltar, mais do que a mensagem, é o compromisso de pensar em como atender a todos os consumidores e seus perfis e se antecipar a todas as necessidades que esse público terá em curto prazo. No fim, o que muda são os costumes e o dia a dia, mas nunca a forma de servir a todos: ouvindo e analisando as demandas para que as entregas sejam mais objetivas e acolhedoras.

*Helbert Oliveira, diretor da divisão de Home Appliances da Samsung Brasil.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL