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Luigi's Mansion 3 assusta pelos controles ruins, mas se salva pelo humor

"Luigi"s Mansion 3" é novo game exclusivo para Nintendo Switch - Divulgação
"Luigi's Mansion 3" é novo game exclusivo para Nintendo Switch Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração para o START

01/11/2019 04h00

Imagina estar em um hotel, cercado de ameaças sobrenaturais e com a missão de resgatar seus amigos. Essa descrição poderia se encaixar facilmente em um game do naipe de "Resident Evil" ou "Silent Hill", com sustos, sangue e mortes. Mas aí vem a Nintendo e joga o seu "pozinho mágico" sobre essa fórmula e a transforma em um game engraçado, singelo e, em diversos momentos, fofo. Sim, estou falando de "Luigi's Mansion 3", game exclusivo para Nintendo Switch que chegou na última quinta-feira (31).

Não que o novo game também não cause sustos, mas não são aqueles que você espera, porque os controles em "Luigi's Mansion 3" são um verdadeiro horror. Felizmente, o jogo se salva por causa do bom humor, mesmo que não seja nada muito marcante.

Hóspedes Malditos

A história de "Luigi's Mansion 3" segue a premissa do primeiro jogo da série, que chegou ao GameCube em 2001. A diferença aqui é que, em vez de se passar em uma mansão, que Luigi ganhou em um misterioso concurso, o game tem como cenário um hotel. E, novamente, Luigi ganhou uma estadia sem qualquer motivo aparente.

É claro que não seria um passeio normal e, já na primeira noite no local, você descobre que os seus companheiros - Mario, Peach e mais três Toads - foram aprisionados em quadros. Por trás do plano maligno está Hellen Gravely, que libertou King Boo. O fantasmão, por sua vez, quer se vingar de Luigi depois dos acontecimentos dos jogos anteriores.

Cada andar do Hotel apresenta uma ambientação diferente - Divulgação/Nintendo
Cada andar do Hotel apresenta uma ambientação diferente
Imagem: Divulgação/Nintendo

Parece ser uma história de vingança terrível, mas tudo transcorre de maneira leve, especialmente pelo toque de humor e pelas referências que o jogo carrega em seus diálogos - que, infelizmente, serão mais bem aproveitados por quem domina a língua inglesa, já que não há opção para português brasileiro.

Para ajudar em sua missão, Luigi conta com a ajuda do seu cãozinho fantasmagórico Polterpup e também do Professor E. Gadd, um cientista e inventor que estuda fantasmas. Como arma, o "Mario verde" usa o chamado Poltergust G-00, uma espécie de aspirador de pó tunado, capaz de sugar os fantasmas e que também conta com outras funções, úteis na exploração do hotel.

Fórmula que se repete

Para se livrar dos fantasmas, Luigi segue praticamente a mesma rotina ao longo do jogo: primeiro você usa um flash da sua lanterna para atordoá-los, depois usa o Poltergust para prendê-los.

Cada fantasma tem uma determinada quantidade de "vida" e, para derrotá-los, é preciso batê-los pelos cantos enquanto estão presos ao Poltergust. O que dificulta um pouco essa missão que, convenhamos, não oferece lá muito desafio, é uma inimiga que não foi prevista: a jogabilidade.

Lembrando um pouco os primórdios da série "Resident Evil", o controle de Luigi nos combates é similar ao de um tanque de guerra. Dessa forma, qualquer agilidade vai pelo ralo e demora um bocado para que você se acostume a posicionar corretamente para, assim, acertar os inimigos. Isso é algo que fica ainda mais crítico em determinadas situações, como quando estamos em uma sala lotada de fantasmas.

Jogo tem até fase com discoteca  - Divulgação/Nintendo
Jogo tem até fase com discoteca
Imagem: Divulgação/Nintendo

Além dos inimigos convencionais, há os chefões, que acabam sendo um refresco para o looping de enfrentar fantasmas e resolver quebra-cabeças, que se mostra a tônica da maior parte do jogo. Não que "Luigi's Mansion 3" seja repetitivo, só não espere uma variedade enorme de coisas a serem feitas.

Os chefões, quando vencidos, dão um botão do elevador do hotel, o que permite acessar novos andares. A meta é salvar seus amigos ao longo do percurso até o último andar e, claro, dar um fim aos planos de King Boo.

Patinho feio ou cisne?

"Luigi's Mansion 3" era o menos badalado dos exclusivos de 2019 para o Switch, que já recebeu um novo "Zelda" e "Fire Emblem" há pouco tempo. Ainda assim, é um game que tende a divertir com a sua aventura de cerca de 15 horas, que pode ser jogada cooperativamente, e o modo multiplayer, que consiste em uma corrida contra o tempo para avançar por alguns andares.

Multiplayer é uma corrida contra o tempo - Divulgação/Nintendo
Multiplayer é uma corrida contra o tempo
Imagem: Divulgação/Nintendo

O que era para ser o patinho feio do ano no Switch, no entanto, consegue se sustentar por conta própria. Não que "Luigi's Mansion 3" se enquadre na categoria de jogos essenciais como "Mario Odyssey" ou "The Legend of Zelda: Breath of the Wild", mas ele tem qualidades suficientes para ser recomendado como um belo passatempo, sendo a parte visual e o áudio duas delas.

Nesse ponto, a aventura fantasmagórica do irmão do Mario fica no meio do caminho entre ser o patinho feio ou o cisne dentre os exclusivos do Switch.

"Luigi's Mansion 3" é uma aventura sobre explorar um hotel, andar por andar, para salvar seus amigos do vilão King Boo. O progresso pelos andares não é um exemplo de variedade, mas também não chega a ser uma atividade repetitiva. O que joga contra no game, porém, são os controles, que atrapalham um bocado quando você quer jogar de forma mais ágil.

Divulgação/Nintendo
Imagem: Divulgação/Nintendo
Lançamento: 31/10/2019
Plataforma: Nintendo Switch
Preço sugerido: R$ 250,79
Classificação indicativa: Livre
Desenvolvimento: Next Level Games
Publicação: Nintendo

*Review feito com uma cópia do jogo disponibilizada pela Nintendo

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