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"EverQuest Next" dá poder ao jogador para revolucionar MMOs

Do UOL, em São Paulo

02/08/2013 18h18

Um dos principais responsáveis pela popularização dos MMORPGs, "EverQuest" estabeleceu padrões que foram seguidos por vários títulos de sucesso no gênero, como "Guild Wars" e "World of Warcraft".

Nesta sexta-feira (2), a Sony Online Entertainment revelou os detalhes de "EverQuest Next", jogo que pode revolucionar esses mesmos padrões.

"EverQuest Next" é o terceiro jogo da série e virá acompanhado por outro game, "EverQuest Next Landmark". Pense no segundo jogo como uma espécie de "Minecraft", onde os jogadores poderão criar conteúdo utilizando as mesmas ferramentas de desenvolvimento com que os produtores constroem as paisagens e aventuras do novo "EverQuest".

Um jogo diferente

"Next" será um RPG online gratuito e vai reiniciar toda a mitologia e história de "EverQuest", introduzindo também novas mecânicas e sistemas de jogo. A promessa da Sony é oferecer uma experiência diferente do "'Dungeons & Dragons' que temos jogado todas as vezes nesses 35 anos".

Os personagens não terão classes pré-definidas: conforme adquire experiência, você descobre as classes de personagem possíveis e poderá distribuir pontos em habilidades variadas, usando os poderes que achar melhor no calor da batalha, construindo personagens multi-classe.

Cada classe terá duas armas exclusivas e os aventureiros terão acesso à oito habilidades em qualquer momento: quatro da classe que estiver ativa e quatro das armas. Conforme exploram o mundo do novo "EverQuest", os heróis poderão descobrir e adquirir novas classes. A produtora fala em algo como 40 tipos diferentes, cada um com suas armas e habilidades únicas.

Outra mudança nos personagens é a movimentação: os heróis podem correr, pular, dar saltos duplos, se pendurar. "É o tipo de coisa que você faz em 'Assassin's Creed'", disse o diretor David Georgeson ao site Kotaku. Por fim, "Next" será um mundo dinâmico, com grandes eventos públicos chamados Ralling Calls, que, segundo o diretor, terão enormes consequências em todo o jogo.

  • Divulgação

    A Sony Online Entertaiment divulgou o mapa de um dos continentes de "EverQuest Next"

O game também terá um nível de interatividade maior do que o que é visto em outros MMOs: todo o cenário poderá ser destruído pelos jogadores ou pelos monstros - uma cidade, por exemplo, pode ser atacada por criaturas selvagens e ter sua muralha derrubada. Isso permitirá mecânicas de combate envolvendo o uso estratégico de objetos, como em "Minecraft".

Construindo um mundo novo

Antes do lançamento de "EverQuest Next", a Sony Online Entertainment deve liberar "Landmark". Fácil de comparar com "Minecraft", se trata de uma versão jogável - com insígnias e conquistas - das ferramentas de criação utilizadas no desenvolvimento do jogo.

CONSTRUTORES

  • Divulgação

    Em "Landmark" o jogador poderá criar seu próprio pedacinho de "EverQuest Next" - e ganhar dinheiro com isso!

Em versões únicas e geradas aleatoriamente do mundo de "EverQuest Next", os jogadores poderão delimitar seus próprios territórios, construindo o que quiserem dentro deles. Nessa área, suas criações estarão protegidas. Mas se construir fora da área delimitada por sua bandeira, você terá que lidar com outros jogadores.

Ao longo do jogo, você poderá ganhar mais bandeiras e assim, aumentar seus territórios. Também vai ganhar receitas e recursos. Poderá decorar sua casa, se unir aos amigos e criar algo realmente grande, como uma fortaleza com torres enormes e masmorras profundas.

Mais importante, os jogadores poderão vender suas criações através do SOE Player Studio e receber os direitos por suas obras. Você pode construir uma torre e vender essa criação. Outra pessoa vai colocar ela dentro de um castelo. Cada vez que esse castelo for vendido, o dono da torre original receberá uma parcela do valor.

A Sony Online Entertainment vai promover concursos de criação com a comunidade. Através do voto popular, as melhores construções de "Landmark" serão selecionadas para seu destino final: se tornar parte da versão completa de "EverQuest Next".

Ainda sem data de lançamento para "Landmark" ou "Next", a SOE só confirma que os jogos são exclusivos para PC e que serão feitos para durar. "Estamos celebrando hoje 15 anos de 'Everquest'", disse Georgeson.ao Kotaku. "Estamos criando para os próximos 15 anos".

Marco dos MMOs

"EverQuest" foi um dos primeiros MMOs de destaque, influenciando títulos como "World of Warcraft", "Star Wars: The Old Republic", "Guild Wars 2" e vários outros jogos desde seu lançamento no distante ano de 1999. "WoW" pode ser mais conhecido atualmente e "Ultima Online" sempre terá o mérito de popularizar o gênero, mas "EverQuest" foi o primeiro mundo de fantasia tridimensional - e estabeleceu muitos dos padrões seguidos por seus concorrentes até hoje.

FATOS DO MUNDO DE "EVERQUEST"

"EverQuest" foi lançado em março de 1999
O jogo tem 906 km² de território para explorar
Mais de 12 milhões de personagens foram criados pelos jogadores
O jogador mais velho de "EverQuest" tinha 78 anos
O mais novo, 9 anos - ele jogava com os pais
O game oferece mais de 15 mil missões
Os personagens podem aprender mais de 21 mil magias e habilidades
11,221 ratos habitam os cantos de "EverQuest"
O mundo do jogo tem cerca de 100 mil árvores
"EverQuest" tem 89 mil itens para encontrar, criar ou comprar
Mais de 3 mil desses itens nunca foram descobertos
10 quadrilhões de bytes já circularam pela rede de "EverQuest"
Isso é um 10 seguido por 15 zeros
"EverQuest 2" foi lançado em 2004
Ambos os jogos continuam ativos e contam com uma comunidade fiel, mesmo com opções mais recentes à disposição

Proibido no Brasil

Outro fato marcante de "EverQuest" foi sua proibição no Brasil, que aconteceu em 2008, na esteira da proibição do jogo de tiro "Counter-Strike", em 2008.

Na época, a 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais determinou a apreensão do jogo das lojas brasileiras, por ser "considerado impróprio para o consumo, na medida em que é nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor".

No entendimento da justiça brasileira, o RPG online "leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos 'pesados'; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más".

Vale notar que, na época, "EverQuest" não era distribuído oficialmente no Brasil e dificilmente era encontrado nas revendas nacionais.