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"Call of Duty: Ghosts" aposta em visual e trama para conquistar nova geração

Rodrigo Guerra

Do UOL, em Los Angeles

14/06/2013 09h08

Ele virou meme na internet, mas a Activision parece nem ligar para isso. Riley, o companheiro canino do jogador em “Call of Duty: Ghosts” é levado a sério pela empresa.

Segundo os representantes da Infinity Ward no estande da Activision na E3 2013, essa é uma das novas técnicas de infiltração que os militares norte-americanos utilizam atualmente.

Mas antes de falar sobre o infame cachorro é preciso falar um pouco da história de “Ghosts”, que segue em uma realidade alternativa em que os eventos de "Mordern Warfare" nunca aconteceram, seus personagens nunca existiram. Aqui é um novo conflito. Uma nova guerra.

Os detalhes são escassos, mas sabemos que um ‘grande evento’ aconteceu nos EUA há 10 anos, acabando com seu status de superpotência mundial.

Em vez de um monte personagens sem muita relação entre si, como nos jogos anteriores, aqui você vai acompanhar a história de dois irmãos que fazem parte de um grupo de soldados chamados Ghosts, que vão lutar contra uma força desconhecida, mas, ao que parece, tem ligação com as companhias petrolíferas da América do Sul.

Uma guerra animal

Durante a E3 a Activision fez uma apresentação que mostrou três partes da campanha solo. A primeira delas, No Man’s Land, se passa em San Diego, agora uma cidade devastada, com casas caindo aos pedaços, prédios desmoronando e ruas destruídas. A mata tomou conta do lugar, dando a impressão de ser qualquer lugar - menos uma cidade dos EUA.

MELHOR AMIGO

  • A amizade entre soldado e o cão Riley será parte importante de "Call of Duty: Ghosts"

Essa parte foi bastante focada na forma em que Riley é usado no jogo. O seu 'pet' é muito mais do que um companheiro controlado por inteligência artificial. Na verdade ele é uma ferramenta de reconhecimento, que se esgueira pela mata, identifica e ataca inimigos desavisados.

O jogador controla o cão com um tablet, dando ordens para ele andar sorrateiramente, latir para chamar atenção ou pular num pescoço dando mole.

Ou seja, ele age como um drone dos games anteriores. Logo no começo da demonstração vimos o cachorro ser a principal arma para se infiltrar em um acampamento tomado por um exército inimigo.

Essa parte do jogo foi bem tensa, com muitos momentos de ação e adrenalina. Porém pude notar que os inimigos não atacavam o cachorro. Na verdade eles fugiam de medo, ficando vulneráveis a disparos do soldado controlado pelo computador.

O produtor que fazia a apresentação foi questionado sobre o que acontece quando o cachorro é morto pelos inimigos e ele respondeu o seguinte: “O que acontece quando seu personagem morre?” – deixando claro que Riley é uma extensão essencial do personagem do jogador.

VEJA AQUI A VERSÃO NEXT GEN DE "CALL OF DUTY: GHOSTS"

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Uma guerra mascarada

A segunda parte da demonstração acontece na cidade de Caracas, Venezuela. Lá os Ghosts devem invadir um prédio comercial bem alto e eliminar um alvo não revelado.

Como era noite, os fantasmas vestidos de preto utilizam uma técnica de rapel para descer pela lateral do prédio e eliminar uma série de soldados inimigos. Nesse ponto a apresentação do jogo parecia seguir a linha dos jogos de Tom Clancy, como “Rainbow 6” ou os atigos “Splinter Cell”, dando mais atenção à parte tática do que no confronto direto.

Depois de eliminar alguns soldados inimigos, o seu personagem entra na sala de energia do prédio, adiciona uma bomba e elimina um esquadrão de reconhecimento sem chamar atenção.

Ao sair pela janela o jogo mostra uma cena em que o seu soldado elimina mais uns três inimigos sorrateiramente, mas a tela apaga e aparece uma legenda que diz “momentos depois”. A cena corta para o prédio em que os Ghosts estavam desabando. A cena foi rápida, mas bastante emocionante.

DETALHES DO MOTOR GRÁFICO DE "CoD: GHOSTS"

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A terceira e última parte da apresentação, Into the Deep, mostra os dois irmãos no fundo do mar do Caribe em busca de um navio. O cenário é simplesmente fantástico, dá a impressão de estar assistindo a um documentário sobre a vida marítima do National Geographic ou coisa parecida.

Essa fase, quase uma tech demo, serviu para mostrar a técnica de refração de luz da nova engine de “Call of Duty”, pois os soldados passaram o tempo todo nadando em direção ao objetivo. Apenas no final da demonstração houve um pouco de ação, mas nada muito impressionante.

No final das três demonstrações ficou claro que a Infinity Ward e a Activision vão continuar a entregar aos fãs da série o que eles querem: ação incessante, momentos tensos e uma história cinematográfica.

Tudo ficou mais bonito com a nova engine, desenvolvida para receber de braços abertos a nova geração de consoles. Tudo é muito bonito, muito detalhado e em nenhum momento o jogo engasgou ou mostrou uma deficiência técnica.

Mas continua sendo “Call of Duty”, sem tirar nem por. É um jogo de ação excelente, sim, só que sem novidades substanciais de verdade. É como dizem: em time que está ganhando não se mexe – e esse ditado é seguido ao pé da letra pela Activision.