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Diretor da Crytek aprova bloqueio de jogos usados na próxima geração

do Gamehall

28/04/2012 14h29

  • Reprodução

    Barrar jogos usados na nova geração de consoles "seria incrível", diz Rasmus Hoejengaard, da Crytek

O bloqueio aos jogos usados nos consoles da próxima geração acaba de ganhar mais um voto favorável: o do diretor criativo da Crytek, Rasmus Hoejengaard, estúdio que trabalha no jogo de tiro "Crysis 3".

Em entrevista ao site Gamespot, Hoejengaard admite que ele gostaria de ver um sistema anti-usados nos futuros consoles.

"Do ponto de vista comercial seria absolutamente incrível. É estranho que isso ainda seja permitido porque não é assim que funciona em qualquer outra indústria de software e, por isso, seria ótimo se eles pudessem reparar esse problema".

Por fim, o executivo comentou também a possível estrutura de desenvolvimento dos sucessores do PlayStation 3 e Xbox 360.

"A pior coisa que pode acontecer é se eles [Sony e Microsoft] criarem algo muito complexo para os desenvolveres, independente de quão incrível isso seja na teoria. Assim, todos poderão trabalhar com essa arquitetura, e não somente um grupo seleto", finalizou.

JÁ É HORA PARA A NOVA GERAÇÃO DE CONSOLES?

Gamestop alerta para "tiro no pé"

A possibilidade dos novos consoles bloquearem o acesso a jogos usados já causa revolta nos varejistas especializados nesse comércio, como a rede norte-americana GameStop.

Em abril, o executivo-chefe da empresa, Paul Raines, afirmou que esse novo tipo de negócios sugerido para o próximo console da Sony poderia ser um tiro no pé.

"Lembre-se que os jogos usados tem um valor residual e que a GameStop gera US$ 1,2 bilhões de créditos comerciais em todo o mundo com esse mercado", disse.

O analista Michael Patcher alerta que a mudança só agradaria às produtoras de jogos, mas causaria má impressão com os revendedores.

"Não vejo realmente que a Sony ou a Microsoft tenham interesse em bloquear o uso de jogos de segunda mão. Isso poderia beneficiar a Activision e a EA, mas poderia ferir gravemente os negócios com a GameStop", disse Patcher ao site Computer & Videogames.

"Caso a Sony faça isso unilateralmente, posso ver até a GameStop se recusando a vender o seu console, e as vendas do PlayStation 4 certamente sofreriam com isso".