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Assassin's Creed Valhalla: o que você precisa saber da série até aqui

Assassin"s Creed Valhalla é a entrada da série no mundo dos Vikings - Divulgação/Ubisoft
Assassin's Creed Valhalla é a entrada da série no mundo dos Vikings Imagem: Divulgação/Ubisoft

Thaime Lopes

Colaboração para o START

17/08/2020 04h00

A saga de Assassin's Creed começou em 2007 e, de lá para cá, muita coisa aconteceu, tanto nos jogos como fora deles. Muita história rolou com o passar dos séculos abordados pelos jogos e a série se viu saindo do gênero de ação/aventura para entrar cada vez mais no RPG.

Para se preparar para jogar Valhalla, que chega em 17 de novembro, organizamos uma seção de perguntas e respostas relacionadas à trama dos games anteriores. Então senta que lá que vem (muita) história.

O que significa Assassin's Creed?

"Nada é verdade, tudo é permitido".

Essa é a máxima do Credo dos Assassinos, um conjunto normas da Irmandade dos Assassinos, que é seguida como um guia. Mas não é só isso.

O Credo também é estruturado em três princípios fundamentais:

  • Não tirar a vida de inocentes
  • Esconder-se em plena vista
  • Não comprometer a Irmandade

Alguns elementos de gameplay da série foram criados a partir desses três princípios.

Por exemplo, matar inocentes NPC (personagens não controláveis no cenário) sempre faz com que o jogador dessincronize do sistema; ou evitar se esconder quando é visto pode fracassar uma missão.

Qual a ordem dos jogos Assassin's Creed para entender a história?

Assassin's Creed personagens - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Aqui você pode seguir dois caminhos: jogar na ordem de lançamento dos games, em que você vai entender a história pouco a pouco, conforme mais detalhes são revelados ao longo da franquia, ou então jogar na ordem cronológica para entender a história exatamente na ordem em que ela acontece.

Essa última opção, entretanto, levanta algumas questões: os jogos que retratam o período mais antigo (Origins e Odyssey) são também os mais recentes, o que significa que a jogabilidade deles é bastante diferente do primeiro jogo lançado, lá em 2007.

Qualquer que seja sua escolha, separamos aqui os jogos em ordem de lançamento:

Assassin's Creed (lançamento: 2007; Período histórico: Terceira Cruzada)

Assassin's Creed II (lançamento: 2009; Período histórico: Renascença)

Assassin's Creed: Brotherhood (lançamento: 2010; Período histórico: Renascença)

Assassin's Creed: Revelations (lançamento: 2011; Período histórico: Renascença)

Assassin's Creed III (lançamento: 2012; Período histórico: Revolução Americana)

Assassin's Creed IV: Black Flag (lançamento: 2013; Período histórico: Era de Ouro dos Piratas)

Assassin's Creed: Rogue (lançamento: 2014; Período histórico: Guerra dos Sete Anos)

Assassin's Creed: Unity (lançamento: 2014; Período histórico: Revolução Francesa)

Assassin's Creed Syndicate (lançamento: 2015; Período histórico: Revolução Industrial)

Assassin's Creed: Origins (lançamento: 2017; Período histórico: Egito Antigo)

Assassin's Creed: Odyssey (lançamento: 2018; Período histórico: Grécia Antiga)

Assassin's Creed: Valhalla (lançamento: 2020; Período histórico: Invasão Viking)

Eu preciso jogar os DLCs de Assassin's Creed para entender tudo?

Não é preciso jogar todos os DLCs de Assassin's Creed para entender tudo, mas cada um deles traz mais detalhes sobre o universo.

Algumas informações bem importantes relacionadas à origem dos Assassinos, Peças do Éden e conclusões de histórias de alguns personagens só foram abordadas nos capítulos extras dos jogos.

Mais recentemente, o Odyssey ganhou atualizações sobre a história do primeiro herói a utilizar a lâmina oculta, arma icônica dos Assassinos. Caso não queira jogar nada além do necessário, dá para entender tranquilamente o enredo sem os DLCs.

O que é Animus em Assassin's Creed?

Assassin's Creed animus - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Animus é uma máquina produzida e comercializada pela Abstergo.

Essa ferramenta consegue acessar a memória de uma pessoa por meio de informações genéticas. Com o passar dos anos, o Animus foi ficando cada vez mais sofisticado. Quem o usa entra em um estado de coma enquanto revive as memórias da pessoa que está sendo estudada.

Quem consegue acessar as memórias dos Assassinos em Assassin's Creed?

Nos primeiros jogos de Assassin's Creed, somente descendentes dos assassinos conseguem acessar as memórias genéticas escondidas no DNA da pessoa.

Por isso jogamos como Altaïr e Ezio nos primeiros jogos, já que eles são da mesma linhagem de Desmond, que está dentro do Animus.

Em Black Flag, uma modificação da ferramenta é apresentada, dessa vez como uma tecnologia de nuvem. A partir daqui qualquer um que tiver acesso ao banco de dados de DNA da Abstergo consegue navegar pelas memórias das pessoas cujo material genético está na empresa.

O mesmo acontece com a introdução do Helix, um console de videogame feito com memórias recuperadas pela organização.

A partir de Origins, conhecemos Layla, uma funcionária da Abstergo que tem acesso a uma nova tecnologia Animus, que funciona quase como um sarcófago: a pessoa fica totalmente conectada ao equipamento, enquanto entra em uma espécie de sono profundo para acessar as memórias dos indivíduos, utilizando algum tipo de material genético dele (a) que sobreviveu aos séculos.

Quem é a Abstergo e qual o interesse deles nos Assassinos?

As Indústrias Abstergo funcionam de fachada para as atividades atuais dos Templários.

No mundo do jogo, elas são responsáveis por diversos avanços tecnológicos dos últimos séculos. Pense na Abstergo como uma espécie de Google, Amazon e Disney, tudo junto em uma só companhia.

Apesar de suas contribuições terem ajudado muito a sociedade, o objetivo deles é sempre o mesmo: acabar com a Ordem dos Assassinos e mandar no mundo. Para tentar isso, a Abstergo também manipulou políticos e figuras históricas importantes ao longo dos anos, sempre com o objetivo de estabelecer uma nova ordem mundial controlada por eles.

Qual a origem dos Templários em Assassin's Creed?

Assassin's Creed templarios - Divulgação/Ubisoft - Divulgação/Ubisoft
Imagem: Divulgação/Ubisoft

Historicamente, a Ordem do Templários foi uma ordem militar religiosa que surgiu na época da Cruzadas. O primeiro Assassin's Cred, de 2007, usa essa mesma base histórica.

Mais recentemente, com os últimos jogos, as origens deles datam de beeeeem antes, lá na época do Antigo Egito. Em Origins, Bayek luta contra a Ordem dos Ancestrais, o primeiro registro que se tem do que viriam a ser os templários anos depois.

Independentemente do nome ou época, o objetivo é sempre o mesmo: a nova ordem mundial, um mundo perfeito controlado por eles, que se consideram mais iluminados do que o resto da sociedade.

Como funciona a disputa entre Templários e Assassinos em Assassin's Creed?

Templários e Assassinos discordam entre si sobre o que o mundo pode ser. Essa luta entre forças opostas é retratada desde o primeiro Assassin's Creed da ordem cronológica, Odyssey, até o mais recente, Syndicate.

Os Assassinos querem liberdade, justiça, tolerância e individualidade. E os Templários possuem uma ligação muito forte com a religião, muitas vezes justificando seus atos com ela. Lembrando, mais uma vez, que o objetivo principal deles é estabelecer a Nova Ordem e controlá-la.

Quando os Assassinos surgiram em Assassin's Creed?

Assassin's Creed simbolo - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Historicamente, os Assassinos eram membros de uma seita real, que existiu na Síria e na Pérsia entre os séculos XI e XIII. Foi neles que o criador de Assassin's Creed, Patrice Désilets, baseou-se para criar o game.

Já na cronologia dos jogos, a origem da Irmandade pode ser creditada a Bayek, protagonista do Origins, e sua esposa, Aya, já que eles que fundaram a Ordem Secreta dos Assassinos. O início se deu após a luta deles contra a Ordem dos Ancestrais, responsáveis pela morte do filho deles.

Qual o objetivo dos Assassinos em Assassin's Creed?

Lutar pela liberdade, defender a individualidade e crescimento da sociedade sem restrições.

Assim como os Templários, os Assassinos também se associaram a diversas figuras históricas importantes para defender seus ideais: Sócrates, Cristóvão Colombo, Leonardo Da Vinci e Nicolau Maquiavel são alguns dos grandes nomes que existiram na vida real e, na franquia Assassin's Creed, ajudam os Assassinos.

Templários x Assassinos é uma luta de bem contra o mal?

Não exatamente. Apesar de objetivos completamente opostos, temos que lembrar que jogamos quase a saga inteira de Assassin's Creed do ponto de vista dos Assassinos e, assim, vemos os Templários como os grandes vilões.

O começo de Assassin's Creed III, em que controlamos o Templário Haytam, e AC Rogue mostram que essa relação não é assim tão simples. No final, os Templários, assim como os Assassinos, às vezes só extrapolam na luta pelos seus objetivos.

São duas Ordens muito diferentes que se encontram frequentemente com o passar dos anos, mas não significa que uma esteja 100% certa e a outra 100% errada.

O que é a Lâmina Oculta/Hidden Blade em Assassin's Creed?

A mais icônica arma dos Assassinos em Assassin's Creed é a lâmina oculta, um item retrátil que fica guardado em uma braceira protetora nos antebraços dos protagonistas. Ela é usada para eliminar adversários furtivamente.

Inicialmente, era necessário que o usuário da lâmina perdesse um de seus dedos para o funcionamento mais efetivo da arma. Depois, com modificações que foram sendo aperfeiçoadas ao longo dos anos, esse sacrifício deixou de ser necessário.

Leonardo Da Vinci, que aparece em Assassin's Creed II e Brotherhood, é uma das figuras responsáveis por vários designs da lâmina.

O que é a visão de águia em Assassin's Creed?

Assassin's Creed visão da águia - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Narrativamente, a visão de águia em Assassin's Creed é justificada como um sexto sentido obtido pelo cruzamento das raças Isu e humana há mais de 70 mil anos. Alguns indivíduos conseguem potencializar essa visão, que faz com que objetos e pessoas brilhem de uma forma especial, indicando aliados, adversários, esconderijos, entre outros.

Por isso, em termos de jogabilidade, é uma mecânica útil para os jogadores identificarem alvos para serem assassinados ou itens importantes pelo cenário.

Em Odyssey, o primeiro jogo da ordem cronológica, Kassandra descobre esse sexto sentido e consegue se integrar totalmente ao poder ao se conectar com uma das Peças do Éden, o Cajado de Hermes.

Depois, os outros Assassinos da saga possuem relações diferentes com seus poderes e o desenvolvem ainda mais por meio de treinamentos.

O que são as Peças do Éden em Assassin's Creed?

Assassin's Creed III George Washingtom Aple - Reprodução - Reprodução
George Washington segurando uma Maçã do Éden em Assassin's Creed III
Imagem: Reprodução

No primeiro jogo, o grande objeto de desejo dos Templários era uma "Maçã do Éden", um artefato tecnológico extremamente avançado criado pelo povo Isu, que se conecta com o cérebro humano, sendo capaz de controlar pensamentos, emoções e comportamento.

Além do formato esférico, o objeto também possui esse nome por todo um simbolismo da maçã, na lenda judaico-cristã de Adão e Eva, significar conhecimento, e também pecado.

Outras peças além das Maçãs (que são mais de uma) também aparecem ao longo da franquia Assassin's Creed, com funções que vão desde curar os feridos até revelar mapas e transmitir mensagens do povo Isu.

Na história dos jogos, as maçãs também são usadas como justificativas para que figuras históricas tenham subido ao poder, como o Imperador Carlos Magno, George Washington, e os Czares da Rússia.

A história das Peças é bem complexa e explicada ao longo dos jogos, mas o importante de saber é o poder que elas exercem na mente humana e, por isso, são tão desejadas e o motivos da treta com os Assassinos, que querem proteger as peças de caírem em mãos erradas, ou seja, dos Templários, que as querem para dominar o mundo.

Quem são os Isu/Aqueles que Vieram Antes em Assassin's Creed?

Assassin's Creed II final Isu aparece - Reprodução - Reprodução
O final de Assassin's Creed II deixou muitos jogadores ainda mais confusos
Imagem: Reprodução

Os Isu foram a primeira civilização do mundo, cerca de 77 mil anos atrás, com mentalidade extremamente avançada e poderes quase sobrenaturais. Chamados também de Aqueles Que Vieram Antes, eles foram os responsáveis por criar a raça humana para serem seus escravos e, por isso, criaram as Peças do Éden para controlar a humanidade.

Antes de sumirem completamente, eles deixaram para trás mensagens com muito conhecimento, charadas misteriosas, templos especiais e as Peças de Éden.

A primeira mensagem dos Isu dentro da franquia é descoberta por Desmond ao acessar as memórias de Ezio no final de Assassin's Creed II. Quem fala com eles é Minerva, cientista Isu responsável por transmitir mensagens por meio de hologramas para auxiliar os Assassinos na luta contra os Templários.

Os primeiros habitantes do mundo sabiam que, no futuro, inimigos tentariam roubar seus artefatos para controlar o planeta e, por isso, tentam prevenir seus descendentes do mesmo destino que eles sofreram.

A partir de então, outros Isu e mensagens deles foram encontrados por Assassinos e Templários, que ajudavam ou atrapalhavam na guerra secreta entre as duas facções.

Quem são os Sage em Assassin's Creed?

Assassin's Creed Sage - Reprodução - Reprodução
A figura dos Sage começaram a aparecer em AC IV: Black Flag
Imagem: Reprodução

Ao longo dos jogos encontramos alguns personagens que são chamados de Sage. São humanos aparentemente normais, mas que possuem determinadas memórias e DNA de Aita, um Isu que foi casado com Juno lá na época da Primeira Civilização.

Após um experimento científico dar errado, Aita morreu e Juno criou réplicas de seu DNA, criando uma espécie de reencarnação de seu marido ao longo dos milênios.

Dentre os nomes que conhecemos ao longo da saga, um se destaca: Elijah Miles, filho de Desmond. Ainda criança, descobre-se que ele é um Sage e sua história é contada em mais detalhes em algumas das HQs de Assassin's Creed.

O que são e onde estão os Templos criados pelos Isu em Assassin's Creed?

Durante o enredo de Assassin's Creed, os protagonistas muitas vezes dão de cara com grandes templos, que são construções criadas por três Isu (Minerva, Jupiter e Juno) para tentar prevenir a catástrofe que viria a quase destruir todo o planeta.

O principal templo é localizado onde hoje é a cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Outras localizações incluem Roma e Egito, mas sabe-se da existência de cerca de 26 dessas construções históricas pelo mundo.

Como a história mundial se mistura com os jogos de Assassin's Creed?

Os jogos da série Assassin's Creed retratam muitos períodos históricos reais, como as Cruzadas e a Revolução Francesa, só que vistos por figuras que, teoricamente, não foram lembrados pelos livros, mas estavam lá. No caso, os Assassinos.

Assim, Assassin's Creed toma algumas liberdades para incluir toda a trama no contexto desses eventos da história. O que funciona muito bem.

Já em Valhalla, por retratar a época das invasões vikings, o jogo vai trazer para o público o conflito entre os guerreiros com o povo saxão (atual inglês), bem como apresentar figuras como Odin e o Rei Alfred.

Para conhecer um pouco mais sobre a história mundial retratada ao longo dos jogos, recomendamos também o Tour da Descoberta, disponível para o Origins e o Odyssey.

Essa versão dos jogos funciona como um grande museu virtual, em que o jogador pode andar pelo mapa, receber informações de pontos históricos e conhecer mais sobre figuras importantes que existiram na mesma época que os jogos retratam.