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Parlamentar americana pede ao FBI para investigar Parler sobre ataque ao Capitólio

21/01/2021 18h28

San Francisco, 21 Jan 2021 (AFP) - Uma parlamentar pediu ao FBI nesta quinta-feira (21) que inicie uma investigação sobre o papel da rede social Parler no ataque mortal ao Capitólio, em Washington, no começo do mês.

A congressista Carolyn Maloney, que preside o Comitê de Supervisão e Reforma, enviou uma carta ao diretor do FBI solicitando a investigação da plataforma, incluindo seus possíveis laços com a Rússia.

Maloney pediu que a investigação do ataque de 6 de janeiro inclua um exame minucioso do Parler "como um potencial facilitador do planejamento e incitação à violência", de acordo com uma nota divulgada.

O Parler, que foi obrigado a sair do ar pela divisão de hospedagem na web da Amazon após o tumulto, também pode conter provas relacionadas ao ataque ou de governos estrangeiros financiando distúrbios civis nos EUA, afirmou Maloney.

Alguns usuários do Parler foram acusados de ameaçar autoridades e de participação no ataque, segundo Maloney.

Ela deu o exemplo de um texano acusado criminalmente de postar no Parler que voltaria ao Capitólio dos Estados Unidos e "perseguiria esses covardes como os traidores que cada um deles é".

Maloney disse que o comitê de supervisão está conduzindo sua própria investigação e solicitou uma reunião com funcionários do FBI sobre o assunto.

A Apple suspendeu todos os downloads do aplicativo Parler após o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro, citando postagens na plataforma que poderiam incitar mais violência.

O Google e a Amazon também cortaram laços com a empresa.

Em declarações à Fox News no início desta semana, Cook justificou a suspensão do Parler, muito utilizado por partidários do ex-presidente Donald Trump.

"Nós percebemos a incitação à violência que estava lá e não consideramos que a liberdade de expressão e a incitação à violência tivessem uma interseção", disse Cook.

O Parler processou a Amazon depois que a Amazon Web Services cortou o acesso da plataforma aos servidores de internet.

A popularidade do Parler disparou depois que o Twitter baniu Trump permanentemente após a invasão do Capitólio, condenada como um ataque à democracia dos EUA.

O Parler, que foi lançado em 2018, opera de forma muito semelhante ao Twitter, com perfis a seguir e "parleys" em vez de tuítes.

Em seus primeiros dias, a plataforma atraiu uma multidão de usuários ultraconservadores e até mesmo de extrema-direita.

Porém, mais recentemente, ele conquistou muito mais vozes republicanas tradicionais.

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