Topo

Danilo Gentili defende Leo Lins e diz que humorista foi 'censurado'

Danilo Gentili saiu em defesa de Leo Lins e disse que o humorista sofreu censura - Reprodução/Instagram
Danilo Gentili saiu em defesa de Leo Lins e disse que o humorista sofreu censura Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para Splash, em São Paulo

02/06/2023 21h13

Danilo Gentili, 43, saiu em defesa de Leo Lins, 40, e disse que o humorista "foi censurado" após ser proibido pela Justiça de São Paulo de fazer piadas com minorias.

O apresentador disse que em um país democrático "não se manda uma pessoa calar a boca". As declarações foram no Flow Podcast.

"O Leo está num palco de stand-up fazendo piadas para pessoas que pagaram para ver um show de stand-up em um canal de comediante que só entra quem quer ver aquelas piadas. Todo o contexto deixa extremamente claro que trata-se de uma encenação, uma ficção, obra artística, então se trata de uma censura de obra artística", falou.

Danilo Gentili também argumentou que o "boicote" que Leo Lins pode sofrer é quem não gostar de seu conteúdo, não comprar ingresso para ir assisti-lo.


Entenda o caso

A juíza Gina Fonseca Corrêa proibiu Leo Lins de produzir, distribuir ou manter no ar "conteúdo depreciativo ou humilhante a qualquer categoria considerada minoria ou vulnerável". Ela cita como proibidos conteúdos "em razão de raça, cor, etnia, religião, cultura, origem, procedência nacional ou regional, orientação sexual ou de gênero, condição de pessoa com deficiência ou idosa, crianças, adolescentes e mulheres".

No show removido após a decisão, Leo Lins ironiza temas como abuso sexual, zoofilia, racismo, pedofilia e gordofobia. As piadas também citam pessoas famosas e incluem comentários jocosos a respeito de crimes e tragédias, como o incêndio na Boate Kiss.

Leo Lins disse, através da sua defesa, ver a medida cautelar como censura. Ele diz que está preparando as "medidas cabíveis" para questionar a decisão.

Em decisão, juíza disse não ver censura e argumentou estar limitando falas que representam transgressões às leis. "É dever dos poderes democraticamente constituídos estancar qualquer agressão à ordem constitucional brasileira", escreveu a magistrada.