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Maju Coutinho recorda ataque racista na adolescência: "Não dou palco"

Maria Julia Coutinho, a Maju - Reprodução/Instagram
Maria Julia Coutinho, a Maju Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para Splash, no Rio de Janeiro

24/01/2022 13h00

Maju Coutinho recorda situação de racismo que viveu na adolescência e associa momento a ataques que recebe na web. A jornalista, por outro lado, admite que esse não é o único motivo para se manter afastada das redes sociais.

Em entrevista à revista Veja, a jornalista explica que não costuma dar atenção aos ataques racistas que recebe na web. No entanto, a situação a faz recordar de casos do passado. "O racismo das redes me remete àquele que vivi no ensino fundamental, quando recebi um bilhete em um amigo-oculto que dizia 'Por que você não passa um condicionador nesse cabelo?'. As duas formas de racismo são doloridas e, de algum modo, semelhantes, porque são posturas infantilizadas. Nem respondo mais. Não dou palco para racistas", garante.

Entretanto, esse nem é o motivo para Maju ficar longe das redes. "Confesso que tenho uma certa preguiça das redes sociais. Acho muito arriscado essa coisa de exibir só um recorte da vida, essa aura de glamour que imprimem ali, especialmente em um país desigual como o nosso, com tanta gente passando fome. É uma vida irreal, editada pró-felicidade. A realidade não é assim. É feita de altos e baixos, é complexa, é preta, branca e cinza", aponta.

A apresentadora do "Fantástico" também explica que não aguenta mais ouvir que a mulher negra é 'guerreira' e explica: "Me incomoda um pouco essa posição de guerreira em que sempre colocam a mulher negra, como se não houvesse espaço para outros momentos, de tristeza, de angústia, de leveza, ou de qualquer outra coisa. Parece que você está num looping só de luta, tendo de superar obstáculos o tempo todo. Isso é cansativo", diz.