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Seth Rogen não planeja trabalhar com James Franco após denúncias de abuso

James Franco e Seth Rogen em cena do filme "A Entrevista" - Reprodução
James Franco e Seth Rogen em cena do filme "A Entrevista" Imagem: Reprodução

Colaboração para o Splash, em São Paulo

09/05/2021 22h07Atualizada em 09/05/2021 22h10

Seth Rogen afirmou que não vai mais trabalhar com James Franco, seu amigo e parceiro em diversos filmes, depois que as acusações de abuso sexual contra o ator novamente vieram à tona. As várias denúncias sobre o comportamento inadequado de Franco fizeram a parceria dos dois, que começou em 1999, ser finalizada em 2019 — aparentemente, de forma definitiva.

"Também olho para aquela entrevista em 2018, onde comento que continuaria trabalhando com James, e a verdade é que não tenho (mais vontade) e não pretendo agora", disse Rogen em entrevista para o "The Sunday Times", acrescentando que, em sua visão, "não é uma coincidência" que os últimos projetos ao lado de Franco fracassaram nas bilheterias.

Até mesmo a amizade entre os dois ficou estremecida: "Não sei se posso definir (nossa amizade) agora, durante esta entrevista. Posso dizer que, hum, você sabe, mudou muitas coisas em nosso relacionamento e em nossa dinâmica", explicou.

As acusações contra James Franco começaram a aparecer publicamente em 2014, quando uma garota de 17 anos afirmou que o ator tentou marcar um encontro com ela através das mensagens diretas em uma rede social. Naquele mesmo ano, Rogen fez piada com a situação em um monólogo no programa "Saturday Night Live", onde disse que tentou sacanear o ator se passando por uma adolescente na web.

"O que posso dizer é que desprezo o abuso e o assédio e nunca encobriria ou ocultaria as ações de alguém que o faz, ou colocaria alguém intencionalmente em uma situação em que estivesse perto de alguém assim", comentou Rogen sobre a piada feita naquela época. "No entanto, eu olho para trás e vejo uma piada que fiz no Saturday Night Live em 2014 e me arrependo muito de ter feito essa piada. Foi uma piada terrível, honestamente", complementou.

Em 2018, vários alunos da antiga escola de teatro de Franco o acusaram publicamente de fraude, assédio sexual e exploração sexual. Em fevereiro desse ano, a ação judicial originada dessas denúncias foi encerrada.