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REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Cidinha da Silva: "O papel da literatura é transgredir"

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Rodrigo Casarin é jornalista e especialista em Jornalismo Literário. Escrevendo sobre livros, já colaborou com veículos como Valor Econômico, Aventuras na História, Carta Capital, Revista Continente, Suplemento Literário Pernambuco, Jornal Rascunho e Cândido. Integrou o júri do Oceanos ? Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa em 2018, 2019 e 2020 e o júri do Prêmio Jabuti em 2019, na categoria Biografia, Documentário e Reportagem. Vive em São Paulo, em meio às estantes com as obras que já leu e às pilhas com os livros dos quais ainda não passou da página 5.

Colunista do UOL

26/02/2021 09h03

Na 68ª edição do podcast da Página Cinco:

- Um papo com Cidinha da Silva, que acaba de relançar "Oh, Margem! Reinventa os Rios!" (Oficina Raquel).

- O 1º Festival Literário Infantojuvenil da Casa.

- "Proust e Depois", curso ministrado por Ricardo Lísias.

- "Os Tais Caquinhos", de Natércia Pontes (Companhia das Letras), "Onze Poemas", de Caetano W. Galindo (Arte e Letra), e "No Domínio de Suã", de Milton Coutinho (7Letras), nos lançamentos.

Vejam alguns destaques da entrevista com a Cidinha da Silva:

Reinventar

Nós, artistas independentes, sempre nos reinventamos frente ao desprezo sazonal que os governos de plantão dedicam à arte. Reinventar tem sido condição de existência para nós.

Reedição de "Oh, Margem! Reinventa os Rios!"

Os textos mantêm a vitalidade, isso também me alegra. A gente que é cronista vive nessa eterna luta com o tempo para escrever um texto que tenha vida longa. Se acho oportuno republicar a maioria dos textos, é porque eles ainda têm fôlego.

Educação

As variadas formas de educar, principalmente a partir das tradições africanas, afro-brasileiras, afro-indígenas e afrodiaspóricas, são temas frequentes no meu trabalho. São importantes pra mim e penso que sejam importantes também para pessoas e para um mundo em transformação.

Transgressão

O papel da literatura é transgredir, sempre. É surpreender e apresentar ângulos de visão e possibilidades inusitados. É produzir encantamento, enlevo, reflexão. É despertar a criticidade

Militância e ativismo na literatura

Eu não atribuo papéis militantes ou ativistas à literatura. Mas, se alguém quiser fazê-lo com sua própria produção, não com a minha, penso que seja algo legítimo e respeitável.

Diversidade, mercado e conglomerados editoriais globais

A perspectiva de diversidade produz riqueza, gera dividendos, multiplica e consolida o capital. Dessa forma, a expressão nacional dos conglomerados editoriais globais passa a se interessar por autores e autoras negras de agora, do passado ainda vivos e por aqueles e aquelas que já não estão mais entre nós.

Diferença entre as décadas

Hoje já é possível mapear autoras e autores negros de destaque por gênero literário.

Análises superficiais

Falta considerar a diversidade e produzir ferramentas complexas de análise dos nossos trabalhos. Ferramentas que produzam uma análise refinada dos nossos trabalhos. As autorias negras têm sido analisadas de maneira superficial e insuficiente.

O podcast do Página Cinco está disponível no Spotify, na Apple Podcasts, no Deezer, no SoundCloud e no Youtube.

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