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Mauricio Stycer

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Como no BBB 20, Boninho usa contragolpe para corrigir desequilíbrio no jogo

BBB 21: Ao escolher a palavra "otimismo", Karol venceu a prova do líder - Reprodução/Globoplay
BBB 21: Ao escolher a palavra "otimismo", Karol venceu a prova do líder Imagem: Reprodução/Globoplay
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

12/02/2021 12h02

Não é coincidência que Boninho tenha começado a utilizar a ferramenta do "contragolpe" no "BBB 20", a primeira edição do reality brasileiro que opôs famosos e anônimos.

O contragolpe é uma clara interferência da direção do programa, no esforço de tentar tornar a disputa mais equilibrada - e manter a audiência acesa. Já havia sido usada em outras versões do reality show pelo mundo antes de chegar ao BBB, mas não é muito popular.

No programa comandado por Boninho, o contragolpe serviu, em 2020, para ajudar os "vilões", em particular Felipe Prior, que usou a ferramenta três vezes. Nesta edição, a preocupação do diretor do programa parece ser com os "mocinhos", o chamado G-3 (Gilberto, Juliette e Sarah), que estão em minoria na oposição aos "vilões".

Na edição passada, a primeira intervenção ocorreu mais tarde, no sexto paredão, quando já havia dentro da casa uma predominância clara do grupo das "fadas sensatas" (acrescido de Pyong e Daniel) sobre o grupo dos homens considerados "machistas".

Indicado pela líder Ivy, Guilherme apontou Pyong para a berlinda. E Prior, o mais votado pela casa, também teve direito ao contragolpe, nomeando Gizelly. No bate-volta, Prior foi salvo. Guilherme foi eliminado.

No nono paredão, Daniel foi para a berlinda por ser o primeiro a sair na prova do líder, Thelma indicou Flayslane, Prior foi o mais votado pela casa e teve novamente o direito ao contragolpe, apontando Ivy. Prior se salvou mais uma vez no bate-volta. Daniel foi eliminado.

No décimo paredão, Gabi e Mari foram ao paredão por terem o pior desempenho na prova do líder. Gizelly, a líder, indicou Prior ao paredão. E ele, pela terceira vez, teve direito ao contragolpe, nomeando Manu Gavassi. Gabi se salvou no bate-volta. Prior foi eliminado no paredão que bateu recorde, com um total de 1,5 bilhão de votos.

Em resumo, é possível dizer que o recurso - e a sorte - ajudaram o "vilão" Prior a contrabalançar as forças dentro do programa e manter uma certa tensão entre os dois grupos por dez semanas. A partir da sua saída, cinco mulheres (Marcela, Flay, Gizelly, Ivy e Mari) foram eliminadas em sequência. Babu, único homem que restou na casa, saiu no último paredão antes da final entre Thelma, Rafa e Manu.

Resta ver, a partir deste domingo, na formação do terceiro paredão, como o contragolpe vai influenciar o "BBB 21". Vai depender muito de quem Karol Conká indicar e da sabedoria desta pessoa em escolher o seu alvo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL