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Posse de Bola

Programa semanal de futebol com Juca Kfouri, Mauro Cezar Pereira, Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi


OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Posse de Bola #157: Seleção vence, qual o maior Ronaldo e que time se reforçou melhor

Do UOL, em São Paulo

03/09/2021 12h36

A seleção brasileira venceu ontem (2) o Chile por 1 a 0, em Santiago, e manteve, sob o comando do técnico Tite, a campanha com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, com vitórias nos sete jogos disputados e a vaga encaminhada para o Qatar, mas a atuação mais uma vez não agradou. O assunto debatido no podcast Posse de Bola #157, com os jornalistas Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira.

Além da vitória e a apresentação do time brasileiro, o programa também faz uma comparação entre os maiores Ronaldos do futebol, com o português Cristiano Ronaldo e os brasileiros Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, além de analisar qual time brasileiro ficou mais fortalecido depois das contratações que ocorreram na janela de transferências internacionais.

Mauro Cezar afirma que a ausência de jogadores que atuam no futebol inglês e não puderam ser utilizados por Tite acaba pesando, mas ressalta que o treinador já havia trabalhado com todos os que escalou como titulares e não considera justificável o nível de atuação diante de uma equipe tão enfraquecida como a seleção chilena atual.

"Se você tem nove jogadores que o técnico convocou e ele não pôde contar com nenhum deles, eu acho que evidentemente influencia. Por outro lado, todos os jogadores que o Tite escolheu para começar a partida já trabalharam com ele antes, muitos ficaram com ele durante toda a Copa América, alguns ficaram, naquele período de data Fifa, antes da Copa América e a Copa América, com um breve intervalo entre uma competição e outra. Ou seja, se somar tudo aí, deu umas cinco semanas de trabalho, algo em torno disso, talvez até mais", diz Mauro.

"O time do Chile atual é horroroso, um adversário que dá pena, é impressionante como caiu o Chile, não se renovou. E contra essa seleção risível o Brasil joga daquela maneira, o Tite levou de vez à seleção brasileira o 'saber sofrer', o masoquismo futebolístico. 'Estamos aqui para sofrer. Mas quem é o adversário? É o Chile, mas venceremos sofrendo'. Não dá, gente. Foi um negócio deplorável o jogo de ontem", completa.

O jornalista reprova a manutenção de Neymar durante toda a partida mesmo com uma atuação ruim, além de criticar a escalação de jogadores fora de suas posições originais, como Vinícius Júnior e Gabigol.

"É inexplicável a permanência do Neymar até o final do jogo, não tem explicação. A utilização de jogadores fora de posição, o Vinicius Junior nunca é escalado e ele põe o garoto para jogar de segundo lateral esquerdo, na segunda linha ali, marcando. Numa terceira linha imaginária, que tinha os zagueiros, os volantes, e ele perdido, coitado. Você olha o mapa de calor do Vinícius Junior e ele participou mais do jogo no campo de defesa do que no campo de ataque e o Gabigol também", diz Mauro.

"O Gabigol era um ponta direita para ficar ali atacando aquele setor. Algum defensor incondicional do Tite dirá que ele jogou na direita como joga no Flamengo, mas no Flamengo ele joga na direita com liberdade para trocar de posição, para vir por dentro, para fazer aquele movimento da ponta para o meio, a famosa diagonal, buscando o espaço para finalizar, ele circula, olhe o mapa de calor do cara. Na temporada o Gabigol aparece em vários setores do ataque, prioritariamente no campo ofensivo, ontem ele apareceu mais no campo de defesa, e o adversário não era uma poderosa seleção, era esse Chile fraquinho", completa.

Mauro Cezar chama a atenção para o que ele escreveu em seu blog, no UOL, sobre como Tite consegue desagradar o torcedor mesmo com a seleção brasileira fazendo uma campanha com sete vitórias em sete jogos disputados nas Eliminatórias Sul-Americanas.

"Atuação de ontem é muito ruim não só porque os jogadores não foram bem, ela é muito ruim e eu acho deplorável pela maneira como essa comissão técnica pensa futebol, e o abraço final simboliza de fato o que eles acham. O Brasil ganhou os sete jogos, eu até escrevi sobre isso no blog, o Tite consegue uma proeza, ganhar todos os jogos e desagradar", diz Mauro.

"Como é que ele consegue isso? Ganha todos os jogos e desagrada, porque os adversários são horrorosos, o futebol sul-americano de seleções está em uma fase péssima, os times são muito ruins, até a Argentina, que ganhou a Copa América e derrotou o Brasil muito abaixo do que poderia e deveria ser uma seleção da argentina", conclui.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter).

A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts. Você pode ouvir, por exemplo, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Youtube --neste último, também em vídeo. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL