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Posse de Bola

Programa semanal de futebol com Juca Kfouri, Mauro Cezar Pereira, Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi


OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Posse de Bola #150: Inter surra o Flamengo, Galo líder, Daniel Alves e o choro de Messi

Do UOL, em São Paulo

09/08/2021 11h24

A seleção brasileira masculina conquistou no último sábado (7) o bicampeonato olímpico com a vitória diante da Espanha nas Olimpíadas de Tóquio e os jogadores causaram polêmica ao não vestirem o agasalho fornecido pelo Comitê Olímpico do Brasil no pódio, atitude que foi alvo de repúdio por parte do COB e de atletas de outras modalidades, como o nadador Bruno Fratus.

No podcast Posse de Bola #150, Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira analisam a situação causada pelos jogadores da seleção brasileira e a CBF, o quanto isso reforça que o futebol seja tratado de outra forma em Jogos Olímpicos e como Daniel Alves rebateu as críticas publicamente.

Para Juca Kfouri, a atitude dos jogadores foi cafajeste e demonstrou que eles não têm empatia com os demais atletas que representaram o Brasil em Tóquio nas demais modalidades e vê este novo episódio como mais um reforço de que não vale à pena ter o futebol masculino em Olimpíadas.

"Eu definiria a atitude da seleção brasileira de futebol masculino em uma palavra: cafajestagem. Um bando de cafajestes, porque foram incapazes de entender, ter o mínimo de empatia com todos os demais esportistas da delegação brasileira, todos os demais atletas da delegação brasileira sobre como devem se comportar. Foi a nota dissonante e parece mentira que a CBF e seus representantes, até em um momento como esse, são capazes de jogar tudo aquilo que fizeram pela janela, jogar no lixo", diz Juca.

"Ninguém capaz de contestar e dizer 'vamos pôr o agasalho da delegação olímpica, porque isso favorece todos os demais esportes'. Não, acabam fazendo este tipo de atitude, com esse raciocínio do Daniel Alves 'não se metam no futebol'. Isso apenas reforça aquilo que a gente vem dizendo não é de hoje, que esse futebol não tem mais nada a fazer em Jogos Olímpicos. Não ficam na cidade olímpica, jogam fora da sede, não é o melhor futebol de cada país, porque tem a limitação de idade. Faz torneio de futebol de praia, de seleções sub-20 ou tira o futebol de homens da Olimpíada de uma vez, deixa só o futebol feminino. É deplorável", completa.

Mauro Cezar Pereira afirma que não surpreende que os jogadores tenham tomado a atitude que tomaram no pódio e que eles têm culpa ao abraçarem uma briga que não era deles na disputa entre CBF e COB.

"O caso da seleção de futebol não é surpreendente, uma atitude que, pior é o seguinte, segundo eu soube, a CBF alega que os jogadores decidiram. No fundo, eles e a CBF viram a mesma coisa. Quem vai para a seleção e quem se curva à CBF, quem se submete, quem é subserviente a tudo aquilo lá, e os jogadores são, compõe e faz parte. Os jogadores têm culpa sim, eles sabem muito bem, são grandinhos, se envolveram em uma briga que acho que nem deles é", comenta.

Arnaldo Ribeiro afirma que o ato dos jogadores da seleção brasileira joga no lixo o resultado que eles conquistaram dentro de campo no Japão e que eles não merecem o ouro quando tomam este tipo de atitude.

"Que na próxima Olimpíada, que é daqui três anos, o futebol brasileiro seja outro, seja qualquer tipo de alternativa, menos esses caras. Esses caras aí não merecem o ouro e eles jogaram o ouro no lixo, eles derreteram, como se fosse a Jules Rimet derretida, é mais ou menos a mesma coisa, esses caras, assim que eles venceram a partida e tiveram a mínima solidariedade e empatia, eles com as posturas no pódio e nas entrevistas jogaram o ouro no lixo, esses caras não merecem o ouro, não pelo que eles jogaram, mas pelo que eles representam, salvo raríssimas exceções", conclui.

O programa também analisa a goleada do Internacional sobre o Flamengo, o Atlético-MG assumindo a liderança após a virada sobre o Juventude e a vitória do Palmeiras em casa para o Fortaleza, o clássico entre Santos e Corinthians, além do choro de Messi na despedida do Barcelona.

Posse de Bola: Quando e onde ouvir?

A gravação do Posse de Bola está marcada para segundas e sextas-feiras às 9h, sempre com transmissão ao vivo pela home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte nas redes sociais (YouTube, Facebook e Twitter).

A partir de meio-dia, o Posse de Bola estará disponível nos principais agregadores de podcasts. Você pode ouvir, por exemplo, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music e Youtube --neste último, também em vídeo. Outros podcasts do UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL