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Coreias propõem equipes unificadas em 4 esportes nos Jogos de Tóquio

15/02/2019 14h59

Madri, 15 fev (EFE).- As Coreias do Norte e do Sul solicitaram ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que avalie a participação na fase de classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 de equipes unificadas em quatro esportes: basquete e hóquei feminino, disputa por equipes mistas de judô e seis categorias do remo.

O COI informou nesta sexta-feira em comunicado sobre o pedido dos comitês olímpicos das Coreias do Norte e do Sul e, ao mesmo tempo, de sua disposição em estudá-lo com as federações esportivas envolvidas.

Em todo o caso, a participação conjunta nos Jogos de Tóquio depende do sucesso dessas equipes nas fases classificatórias correspondentes.

O acordo foi alcançado em reunião em Lausanne, na Suíça, na qual participaram, além das organizações olímpicas, membros dos governos de Seul e Pyongyang.

Também não se descarta que outros esportes participem de forma unificada em Tóquio 2020, sempre que houver tempo para que disputem os torneios classificatórios. Mas, por enquanto, o pedido se concentra no basquete e no hóquei feminino, na disputa por equipes mistas de judô - que fará sua estreia nos Jogos - e nas provas masculinas e femininas de remo nas categorias quatro sem, four-skiff e oito com.

Qualquer decisão que for tomada a respeito deverá ser aprovada pelo Comitê Executivo do COI em sua reunião que acontece entre os dias 26 e 28 de março em Lausanne.

Além disso, as delegações das duas Coreias apresentaram nesta sexta-feira sua "iniciativa histórica", segundo o COI, de apresentar uma candidatura unificada para organizar os Jogos Olímpicos de 2032.

"Embora o processo de candidatura ainda não tenha começado, o COI dá boas-vindas a este projeto e está disposto a prestar assistência às duas Coreias para desenvolvê-lo", afirmou a organização em nota.

"As discussões deram hoje um passo à frente e demonstram como o esporte pode contribuir para a paz na Península da Coreia e no mundo", assinalou o presidente do COI, o alemão Thomas Bach. EFE

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