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Nadal a uma vitória de encerrar 2017 como número 1 do mundo

30/10/2017 15h43

Paris, 30 Out 2017 (AFP) - Às vésperas da estreia no Masters 1000 de Paris-Bercy, o espanhol Rafael Nadal está a uma vitória de terminar a temporada 2017 como número 1 do mundo e indicou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, que a conquista "será algo importante".

"Se isso felizmente acontecer vai ser algo importante para mim. Mas a temporada não acabou e não é o momento de pensar muito nisso", disse Nadal em coletiva.

"Apenas tento pensar em me preparar da melhor forma para o torneio, estar preparado para o jogo", acrescentou o espanhol, que se vencer o sul-coreano Hyeon Chung em sua estreia na capital francesa se garante no topo do ranking.

Roger Federer, número 2 do circuito, não vai participar da competição em Paris e abriu caminho para Nadal se manter no trono. Apenas uma vitória no Masters 1000 ou na fase de grupos do ATP Finals, disputado em Londres para encerrar a temporada, garante o espanhol como melhor tenista do mundo.

O suíço anunciou a desistência de Paris no domingo, depois de conquistar o torneio da Basileia pela oitava vez ao superar o argentino Juan Martín Del Potro na final. Nadal não participou do torneio na cidade natal de Federer para preservar o joelho após a turnê asiática.

"Cada um faz o calendário da maneira que acha ser melhor. Para ele é melhor assim. Tinha uma opção maior - de terminar número 1 - se viesse aqui, mas nunca se sabe", indicou Nadal sobre o grande rival.

"Tomou suas decisões e foi bem. Provavelmente depois de ganhar em Xangai e na Basileia ele achou que o melhor para seu corpo e para a preparação para Londres era descansar", acrescentou.

- 'Situação triste' na Catalunha -O 10 vezes campeão de Roland Garros indicou que espera ir bem em Paris, "a cidade mais importante" em sua carreira. Nadal nunca conquistou o troféu em Paris-Bercy.

Perguntado sobre a situação da Catalunha, onde o governo espanhol destituiu todo governo regional, dissolveu o parlamento e assumiu a gestão, Nadal avaliou que era uma situação triste.

"No meu caso é muito difícil responder este tipo de questão, porque existem muitas coisas que são sensíveis no meu país", indicou

"Tudo que posso dizer é que é uma situação triste e ao mesmo tempo difícil. É difícil para mim falar com 100% de liberdade", acrescentou.

"Quero que as coisas melhorem. Não quero essa divisão entre as pessoas da Catalunha, das quais eu me sinto próximo. Gosto do povo da Catalunha e a maior parte da Espanha sente o mesmo", concluiu.

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