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Tenista ucraniana veste cores do país, vence russa e doa prêmio ao exército

Vestida com as cores de seu país, a tenista ucraniana Elina Svitolina venceu a russa Anastasia Potapova em torneio no México - Gonzalo Gonzalez/Getty
Vestida com as cores de seu país, a tenista ucraniana Elina Svitolina venceu a russa Anastasia Potapova em torneio no México Imagem: Gonzalo Gonzalez/Getty

Do UOL, em São Paulo

02/03/2022 10h30

Vestida de amarelo e azul, cores de seu país, a tenista ucraniana Elina Svitolina venceu a adversária Anastasia Potapova, da Rússia, no torneio de tênis da WTA em Monterrey, no México. Após a partida, Svitolina disse que está representando a Ucrânia na quadra e que irá doar os valores recebidos na competição a compatriotas e ao exército da Ucrânia.

"Não estou jogando só por mim, estou jogando pelo meu país. Estou jogando pela ajuda do exército ucraniano e das pessoas necessitadas. Cada vitória que conseguir será muito especial", afirmou. A tenista acrescentou que acredita que sua missão é unir a comunidade do tênis para apoiar a Ucrânia.

"[A vitória] É especial por causa do que estamos passando agora na Ucrânia", pontuou Svitolina. "Já se passaram seis dias e todos estamos realmente aterrorizados com o que está acontecendo", completou.

Após a partida, que terminou com vitória de Svitolina por 6-2 e 6-1, ela levou a mão direita ao coração enquanto agradecia ao público. A ucraniana e a russa também trocaram cumprimentos formais.

Na madrugada da última quinta-feira (24), a Rússia iniciou uma "operação militar especial" contra a Ucrânia com ataques aéreos e invasão terrestre. Por conta disso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, decretou lei marcial no país.

Desde então, a guerra causou destruição e mortes, além de sanções internacionais contra a Rússia. O país, inclusive, foi suspenso por tempo indeterminado pela Fifa, decisão que impede a seleção russa de poder disputar a Copa do Mundo deste ano.

Svitolina, agora, enfrentará Viktoriya Tomova, da Bulgária, na segunda fase do torneio. 15ª do mundo no último ranking da WTA, a ucraniana inicialmente cogitou boicotar a partida para protestar contra a invasão russa, segundo o 'Le Parisien'.