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Abatido, Chibana culpa 'falso ippon' por perda do bronze no Mundial de judô

Rodrigo Paradella/UOL
Imagem: Rodrigo Paradella/UOL

Rodrigo Paradella

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/08/2013 19h24

A derrota na luta que valia o bronze do Mundial de judô do Rio de Janeiro foi muito sentida por Charles Chibana. O brasileiro atleta da categoria até 66kg deixou o tatame visivelmente abatido após um duelo polêmico com o japonês Masaaki Fukuoka. Durante o confronto, a arbitragem chegou a dar um ippon para o judoca, mas depois voltou atrás e marcou apenas um wazari.

"Não sei como explicar o que aconteceu. Eu estava crente que o juiz tinha dado ippon, mas ele voltou atrás depois. Até demorou um pouco para tirar. Estava feliz com o bronze [que iria conquistar com o ippon] e acabei sentindo na volta da luta. A cabeça já estava em outras coisas, o corpo não voltava mais", lamentou Charles Chibana.

Após a polêmica luta, Chibana chegou a precisar de um longo período de reflexão antes de conceder entrevistas. O atleta até tentou esfriar a cabeça para falar com o SporTV, mas, após cerca de cinco minutos agachado e de cabeça baixa, retirou-se do local e foi direto para o vestiário. O atleta só retornaria para entrevistas mais de 1h30 depois, mais tranquilo.

"Eu estava mais é triste por ter perdido por tão pouco, e não ter chegado no meu objetivo que era o ouro. Passa a trajetória toda na cabeça, tudo que você passou até disputar as medalhas", contou Chibana.

O brasileiro foi um dos destaques da fase preliminar de lutas de sua categoria. Com quatro ippons em quatro lutas, Chibana conquistou com sobras um lugar na semifinal do torneio. Os japoneses, no entanto, encerraram seu brilho: primeiro, o japonês Masashi Ebinuma o eliminou da briga por ouro; depois, foi a vez de Masaaki Fukuoka vencê-lo na disputa do bronze.

Estreante em mundiais, Chibana aprovou o fato de ter tido a experiência dentro de casa. Apesar da eliminação, o judoca mostrou alegria por ter contado com o incentivo dos torcedores presentes ao Maracanãzinho nesta terça-feira.

"Disputar um Mundial aqui é muito gostoso. Você ouvir a torcida gritando seu nome arrepia muito. Nunca tive essa sensação. É diferente lutar essa competição dentro de casa", disse o judoca.

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