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Valentim não pensa em 2018, mas avisa: 'Estou pronto para ser técnico'

18/10/2017 16h12

Enquanto o Palmeiras acompanha de perto a situação de Mano Menezes no Cruzeiro, Alberto Valentim treina a equipe interinamente neste fim de ano. Auxiliar da comissão técnica fixa do clube, o funcionário diz que não está pensando se será efetivado para o ano que vem, mas ao mesmo tempo avisa não ter dúvidas de sua capacidade para substituir Cuca, de fato, em 2018.

- Eu quero que vocês entendam bem a minha resposta, por favor. Se serei auxiliar ano que vem ou se serei treinador, só o futuro dirá. Que eu estou pronto para ser treinador em qualquer equipe, eu estou, sem sombra de dúvida. Não estou me preocupando com o futuro agora, mas estou pronto para ser treinador em qualquer lugar - respondeu Valentim.

Auxiliar do Verdão entre 2014 e 2016, Alberto deixou o clube em dezembro para assumir o Red Bull no Paulista, após o Palmeiras buscar Eduardo Baptista então para substituir Cuca. Ele voltou ao clube em maio deste ano, a pedido do próprio Cuca, e era tratado como seu sucessor, no fim de 2018.

A demissão precoce do técnico campeão brasileiro acabou mudando os planos no clube, que tem como principal alvo para o próximo ano Mano Menezes. O técnico do Cruzeiro tem contrato até dezembro, e o time mineiro quer mantê-lo, mas o Verdão acredita conseguir convencê-lo a mudar de equipe.

- Hoje é o momento mais importante da minha carreira. Esse momento de agora é muito importante, mas antes o mais importante foram os sete jogos depois da saída do Gilson (Kleina, em 2014), depois o mais importante foi a minha ida ao Red Bull (no Paulista deste ano). O presente é o importante. Não posso pensar no Grêmio antes da Ponte Preta. Não posso pensar se vão me efetivar, se vão buscar o Mano, que é o nome que está sendo falado. É o presente - reforçou Alberto.

Valentim deve treinar a equipe nos últimos dez jogos do Brasileiro e tem como meta a classificação direta para a fase de grupos da Libertadores. Por enquanto, o Verdão é o quarto colocado do campeonato, com 47 pontos, e na quinta-feira enfrenta a Ponte Preta, às 20h, no Pacaembu. Ainda com pouco tempo para mudanças, o interino põe como principal novidade no dia a dia a sua postura nos treinos.

- Os treinos que vocês viram são os mesmos que eu dava com o Cuca. Ele me dava muita liberdade para isso. Talvez tenha passado a impressão de serem treinos mais dinâmicos por causa da forma que eu cobro os jogadores hoje. Como auxiliar, eu sabia muito bem o meu limite. Como treinador sou mais participativo, até porque a responsabilidade agora é maior para mim também - explicou.

- Algumas coisas a gente pensa diferente (ele e Cuca), o que é normal. O Cuca e eu, o Oswaldo e eu, o Gilson e eu... Isso é o mais legal de uma comissão. Se os auxiliares concordarem sempre, vão ser úteis só para carregar cone e colete. Quando tem discordância é legal, e a gente tinha. Eu procurei corrigir dentro das coisas que acredito serem boas ao Palmeiras - completou.

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