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  • Corinthians e Inter-RS têm só 15 dias úteis para obter empréstimo federal para obras de estádios
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Enquanto empréstimo não sai, operários já trabalham em turno noturno no Itaquerão

Enquanto empréstimo não sai, operários já trabalham em turno noturno no Itaquerão

12/12/2011 - 06h01

Corinthians e Inter-RS têm só 15 dias úteis para obter empréstimo federal para obras de estádios

Vinícius Segalla
Em São Paulo

Termina no próximo dia 30 de dezembro o prazo para dar entrada com pedido de financiamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção de estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2014. Dois clubes que estão preparando estádios para o Mundial, Corinthians e Internacional-RS, ainda não entraram com o pedido.

IMPASSE PREOCUPANTE

  • Divulgação

    Desde maio deste ano que as obras no Beira-Rio estão paradas, porque empreiteira e clube não chegam a um acordo sobre as cláusulas do contrato. Na semana passada, a oposição interna do clube ameaçou barrar o contrato que está sendo esboçado. LEIA MAIS

A linha Pró-Copa Arenas, do banco estatal, empresta até R$ 400 milhões com juros reduzidos e condições facilitadas àqueles que estão erguendo as arenas. Nove dos 12 estádios contarão com o dinheiro. O governo do Distrito Federal resolveu abrir mão do financiamento, que incorre em se submeter ao controle dos órgãos federais de fiscalização do uso de dinheiro público.

Já o Corinthians, que está erguendo um estádio de R$ 820 milhões na zona Leste de São Paulo, e o Internacional-RS, que está reformando o seu Beira-Rio a um custo estimado de R$ 290 milhões, contam com este dinheiro para erguer suas arenas, mas veem o tempo para efetuar o negócio se esvair.

É que o BNDES exige uma série de garantias e condições para liberar o financiamento. O caso do Inter parece ser mais preocupante, visto que o clube ainda não firmou o contrato com a empreiteira que está à frente da reforma do Beira-Rio, a Andrade Gutierrez. Sem ele, é impossível obter o empréstimo, já que o banco estatal exige uma garantia de 130% do valor emprestado por parte do tomador, e o Inter não teria como oferecê-la.

Além disso, o empréstimo tem que ser feito através de um banco intermediário, que receberia a garantia do tomador final e assinaria o contrato com o BNDES. Assim, o Inter tem 15 dias para fechar o negócio com a Andrade Gutierrez, entrar em acordo com um banco intermediário, oferecer a garantia de 130% do valor emprestado e levar toda a documentação ao banco estatal de fomento.

No caso do Corinthians, o acordo com a empreiteira já está concluído. Trata-se da baiana Odebrecht. Segundo fontes internas da empresa, já existe um plano financeiro montado para viabilizar o financiamento. “O projeto financeiro já está pronto. A construtora  lançará um fundo imobiliário para grande investidores. Além disso, oferecerá o direito a parte da receita da nova arena, incluindo o patrocínio comercial (uma empresa privada poderá batizar estádio)", afirma uma fonte próxima às negociações.

"Está sendo criada uma empresa específica para receber esse dinheiro do BNDES, juridicamente enquadrada como Sociedade de Propósito Específico (SPE). O dinheiro sairá em nome dessa sociedade e as garantias serão oferecidas pela Odebrecht”, revelou o negociador. No caso da operação privada entre Odebrecht e Corinthians, a barreira das garantias vem sendo a rocha mais dura no caminho dos engenheiros do novo Itaquerão.

Mas não é a única. O clube paulista ainda ainda não obteve uma certificação de sustentabilidade e responsabilidade ambiental da obra. A obtenção de um "selo verde" é obrigatória para se pleitear o empréstimo do BNDES, que estava previsto na arquitetura financeira do estádio apresentada pelo Corinthians à Fifa, quando a entidade que controla o futebol mundial ainda escolhia qual seria a cidade-sede que receberia o jogo inaugural da Copa.

Dos 11 estádios que planejam contar com a linha de financiamento do banco estatal, apenas o do time paulista ainda não contratou um serviço de certificação de sustentabilidade. Para Felipe Faria, gerente de relações institucionais do Green Building Council Brasil (GBC), grupo procurado pelas outras dez arenas para gerir o processo de certificação, a demora do Corinthians em dar início ao processo é preocupante.

Obras para a Copa de 2014
Obras para a Copa de 2014

"O problema é que uma das condições para se obter o selo é a criação de um sistema de controle de proteção contra sedimentação e erosão do terreno, que deve ser implantado na fase de terraplenagem da obra", alerta Faria.

O BNDES afirma que a data final para entrada com o pedido está mantida em 30 de dezembro e que não há, até o momento, nenhuma mostra de que o prazo poderá ser estendido.

 

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