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Palmeiras busca título para coroar lua de mel com Felipão e esquecer 2012

Felipão em jogo contra o Fluminense; técnico teve poucas dores de cabeça no Palmeiras - Daniel Vorley/AGIF
Felipão em jogo contra o Fluminense; técnico teve poucas dores de cabeça no Palmeiras Imagem: Daniel Vorley/AGIF

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

21/11/2018 04h00

Personagem decisivo para a trajetória que está próxima de terminar com o título do Campeonato Brasileiro, Luiz Felipe Scolari encontrou um ambiente muito mais profissional no Palmeiras em 2018 do que teve em 2012, na sua última passagem pelo clube, quando foi campeão da Copa do Brasil, mas pediu para sair quando o time estava à beira da queda.

Nesta quarta-feira (21), a partir das 21h45, contra o América-MG, no Allianz Parque, o treinador pode coroar o trabalho que começou em julho e teve pouca interferência negativa nos bastidores. Para isso, precisa vencer os mineiros e torcer por tropeços de Internacional e Flamengo.

O único grande problema que Felipão contornou foi a indisciplina de Deyverson. O atacante não entendeu que incomodava a todos com sua postura em determinadas situações de jogo e tomou puxões de orelha em público.

No auge de sua irritação, o treinador até interrompeu uma entrevista do atleta e mandou para o inferno o repórter da Globo que tentava quebrar o silêncio do palmeirense. Em outro breve episódio de indisciplina, aprovou multa em Felipe Melo e contornou imediatamente o problema após uma expulsão relâmpago.

Tudo isso nem se compara com a lista de problemas que acumulou em 2012. Felipão lidou com atletas rebeldes como Valdivia e Kleber Gladiador, enfrentou ameaças de motim de vestiário pelo episódio de agressão de torcedores a João Vitor, bateu de frente com toda a diretoria - incluindo Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo, presidente e vice, respectivamente - e entrou em rota de conflito com a imprensa.

Até pequenos incidentes tiravam Felipão do sério, como no episódio em que a diretoria tentou barrar viagem da nutricionista com o elenco por economia de custos. O treinador bateu o pé, exigiu a presença da profissional e ganhou o braço de ferro.

Tudo porque o ambiente alviverde era muito menos profissional e sofria diretamente com os agitados bastidores políticos que tumultuavam o clube. Na época, Mustafá Contursi retirou o apoio e conseguiu inviabilizar a gestão de Tirone. Até mesmo a construção do Allianz Parque esteve em jogo por conta da vontade do ex-presidente.

Atualmente, o Alviverde conta com um dos melhores centros de treinamentos do país, com direito a hotel para concentração e tecnologia de ponta nos aparelhos que recuperam seus jogadores. O ambiente político está praticamente dominado por Maurício Galiotte, que deve ser reeleito em novembro sem muitos problemas.

Para finalizar a lista de diferenças, o apoio de financeiro da Crefisa acaba com quase todas as carências do elenco no aspecto de contratações. Em 2012, em contrapartida, Felipão sofreu até para conseguir a compra definitiva do atacante Luan. Não à toa, reclamou publicamente de diversas situações e eternizou a sua insatisfação pedindo "camarões".

Todo o ambiente positivo também faz Felipão ter postura menos agressiva, o que causa bem menos desgaste no dia a dia alviverde.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS X AMÉRICA-MG

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Data: 21 de novembro de 2018, quarta-feira
Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
Assistentes: Luciano Roggenbaum e Luiz H. Souza Santos Renesto (ambos do PR)

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Victor Luís; Felipe Melo, Bruno Henrique e Moisés; Dudu, Willian e Borja
Técnico: Luiz Felipe Scolari

AMÉRICA-MG: João Ricardo; Norberto, Matheus Ferraz, Messias e Carlinhos; Aylon, Juninho, Ademir e Matheusinho; Luan e Rafael Moura
Técnico: Givanildo Oliveira

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