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Atlético inicia venda de ingressos para Atletiba com biometria obrigatória

Catracas biométricas da Arena da Baixada: processo obrigatório no Atletiba 337 - Site Oficial CAP
Catracas biométricas da Arena da Baixada: processo obrigatório no Atletiba 337 Imagem: Site Oficial CAP

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

30/08/2017 12h45

O Atlético Paranaense iniciou a venda de ingressos para o Atletiba 374, no próximo dia 10 de setembro às 11h, com obrigatoriedade de registro biométrico para ambas as torcidas.

Torcedores do Coritiba que quiserem ir ao estádio poderão comprar as entradas no site ingressoscap.com.br mediante cadastro que exige CPF e endereço, entre outras coisas. As entradas custam R$ 100 para os coxas-brancas, mesmo preço do ingresso mais barato para os atleticanos, e só é possível comprar um ingresso por CPF.

A base de dados cadastrada será cruzada com os arquivos da Celepar, um sistema estadual paranaense que já conta com registro biométrico de muitos habitantes. Se a pessoa já tiver o registro no sistema, bastará ir ao estádio levando o ingresso impresso. Do contrário, os torcedores de ambos os times precisarão imprimir um vale-ingresso a ser trocado na hora do registro biométrico, disponível no guichê de mandantes ou visitantes na Arena da Baixada a partir de 4 de setembro até o dia 9, véspera da partida. Não será feito cadastro biométrico no dia do jogo.

O sistema estará em teste pela primeira vez nesta quarta-feira (30), no clássico Atletiba válido pelo Campeonato Brasileiro Sub-20, 19h30 na Arena da Baixada.

Sócios do Atlético reclamam e iniciam evasão

Para os sócios do Atlético, que têm entrada livre em todos os jogos, o processo de biometria estará em total funcionamento pela primeira vez no clássico. Há um processo discreto de evasão associativa, confirmado pela central de sócios do clube, por conta do uso restrito das cadeiras. A partir de agora, o detentor de mais de uma cadeira terá de inscrever um beneficiário fixo para as cadeiras excedentes à de uso individual, podendo trocar apenas a cada seis meses. A central de sócios do clube confirmou muitas reclamações, mas disse que o Atlético deve levar um tempo para avaliar o impacto da medida.

A principal justificativa do clube é um acordo com o Ministério Público do Paraná a partir de uma lei aprovada em 2010 na Câmara Municipal de Curitiba, que prevê a identificação de todos que estiverem nos estádios.

Pai de duas crianças, o jornalista Angelo Binder foi um dos torcedores atleticanos que cancelaram nesta semana as cadeiras que possuía, num total de três. "Futebol é evento social. Eu não gosto de ir sozinho, às vezes ia com meu pai, com meu irmão, com meus filhos ou meu sobrinho. Agora teria que engessar um. Cancelei, não fizeram nenhum esforço para que eu ficasse”, reclamou, para contestar o argumento da segurança: “A biometria é mais da burocracia brasileira. Todo mundo tem RG e CPF. E quando chega na delegacia, o detido acaba liberado pelos problemas da Justiça no país. Não resolve nada, é para inglês ver".

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