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Chefão da F1 confirma GP em São Paulo em 2020 e diz que Brasil é prioridade

Chase Carey, diretor-geral da Fórmula 1 - Clive Mason/Getty Images
Chase Carey, diretor-geral da Fórmula 1 Imagem: Clive Mason/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

13/05/2019 15h30

A disputa entre Rio de Janeiro e São Paulo para definir quem ficará com o GP do Brasil a partir de 2021 segue aberta, mas o presidente executivo da FOM, empresa que controla os direitos comerciais da Fórmula 1, Chase Carey, garantiu ao UOL Esporte que a etapa brasileira de 2020 segue em São Paulo, diferentemente do que declarou o presidente Jair Bolsonaro em evento na semana passada.

"Temos um acordo firmado com São Paulo para 2020", garantiu Carey em entrevista exclusiva. "Temos uma boa relação com São Paulo. Mas temos que resolver o que fazer em 2021. Estamos em negociações com ambas as cidades e apreciamos o interesse das duas cidades, já que o Brasil é um mercado importante para nós e uma parte importante de nossa história. Estamos animado para avançar nessas negociações e seguir adiante, tomar uma decisão."

A FOM busca acabar com as regalias do Brasil, que atualmente não paga a taxa para receber o GP, diferentemente de 19 das 21 etapas do campeonato - sendo a outra exceção o GP de Mônaco. A maioria das provas paga de 20 a 25 milhões de dólares anualmente para receber as corridas.

O contrato especial de São Paulo só foi possível pelas relações comerciais estreitas entre os promotores de São Paulo e o ex-chefão da F-1, Bernie Ecclestone. E o desejo da FOM é que essa estrutura seja alterada. A Prefeitura de São Paulo espera Carey em junho na cidade para prosseguir com as negociações.

Já no Rio de Janeiro, o autódromo ainda teria de ser construído na região de Deodoro. Embora os promotores assegurem que o projeto está adiantado, o processo de concessão da área ainda não foi concluído e ambientalistas têm freado a licitação, uma vez que existe a dúvida se trata-se de uma área de preservação de Mata Atlântica.

Confiante de que superarão rapidamente estes entraves, a Rio Motorsports fala em construir a pista em de 14 a 17 meses, abrindo a possibilidade de receber a etapa já em 2020, mas apostando em tirar a corrida de São Paulo após o término do atual contrato.

Seja qual for a decisão, Carey reitera a vontade da Fórmula 1 em permanecer no Brasil, país que representa, sozinho, cerca de 20% da audiência mundial da categoria.

"É um mercado muito importante. Alguns dos nossos melhores números vêm de lá e também algumas de nossas melhores corridas. Estamos focados e comprometidos em continuar correndo no Brasil. Só temos de resolver qual o melhor caminho a partir de 2021."

O GP do Brasil de 2019 está confirmado para os dias 15, 16 e 17 de novembro, no Autódromo de Interlagos.

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