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Red Bull já revelou Vettel e Max. Mas hoje vive seca de talentos. Entenda

Sebastian Vettel, da Ferrari, no paddock de Suzuka, no Japão - Mark Thompson/Getty Images
Sebastian Vettel, da Ferrari, no paddock de Suzuka, no Japão Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Austin (TEX)

18/10/2017 10h10

Nenhum programa de jovens pilotos revelou tantos talentos quanto o da Red Bull na Fórmula 1. Hoje acostumados a lutar pelas primeiras posições no grid, Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Max Verstappen foram apoiados pela empresa austríaca em sua chegada à categoria, enquanto Carlos Sainz se prepara para estrear pela Renault neste final de semana, no GP dos Estados Unidos.

Porém, ao mesmo tempo, o programa enfrenta um inédito período de seca: se há alguns anos a Red Bull era criticada por não dar tempo suficiente para alguns talentos florecerem ou até mesmo chegarem à F-1, como foi o caso do português Antonio Félix da Costa, hoje a Toro Rosso, que serve como equipe satélite e é a porta de entrada dos pilotos apoiados pela marca de bebidas energéticas, está tendo de improvisar.

Kvyat - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Capacete de Kvyat para o GP da Rússia
Imagem: Reprodução/Twitter
A equipe perdeu Sainz para a Renault no meio da temporada, e havia dispensado Daniil Kvyat pela falta de resultados e de retorno financeiro do mercado russo. O francês Pierre Gasly,  campeão de 2016 da hoje F-2, substituiu o russo nos GPs da Malásia e do Japão, mas disputará a final da Super Fórmula neste final de semana e não poderá correr em Austin. Assim, a Toro Rosso teve de recorrer a Brandon Hartley, neozelandês de 27 anos que foi dispensado da Red Bull no final de 2010 e que não corre com carros de fórmula há seis anos.

A situação é resultado da diminuição do número de pilotos no programa, promovida pelo consultor Helmut Marko, e também da entrada de jovens com apoio financeiro, que acabaram não conseguindo resultados suficientes para conseguirem a superlicença e, com isso, não podendo chegar à F-1.

Foi por isso que a Toro Rosso teve de recorrer a Hartley: o piloto vem de títulos na LPM1, no Mundial de Endurance, que conta pontos para a superlicença. Fora isso, a Red Bull, que já teve mais de 70 pilotos em seu programa desde 2001, tem atualmente cinco, sendo que apenas dois deles (Gasly e o holandês Richard Verschoor, que ainda está na F-4, têm títulos no currículo).

A situação é curiosa porque o sucesso de pilotos como Vettel, Ricciardo e Verstappen fez com que o programa de jovens da Red Bull fosse considerado o melhor. Porém, atualmente, a Mercedes e a Ferrari têm justamente o problema inverso: os alemães têm Esteban Ocon na Force India e tentam encontrar uma vaga para Pascal Wehrlein, enquanto os italianos tentam convencer a parceira Sauber a promover as estreias do atual campeão da F-2, Charles Leclerc, e do piloto de testes da Haas, Antonio Giovinazzi.

Com essa seca de pilotos, a dupla para 2018 da Toro Rosso ainda está indefinida: Gasly deve ser efetivado, e Kvyat pode acabar tendo uma nova chance simplesmente pela falta de opções.

Confira os horários do GP dos EUA
Sexta-feira
Treino livre 1: 13h
Treino livre 2: 17h

Sábado
Treino livre 3: 13h
Classificação: 16h

Domingo
Corrida: 17h
 

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