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Análise: 2ª metade promete briga dura pelo título e evolução de grandes

Lewis Hamilton, da Mercedes, tenta ultrapassar Sebastian Vettel, da Ferrari, no GP da Espanha - Albert Gea/Reuters
Lewis Hamilton, da Mercedes, tenta ultrapassar Sebastian Vettel, da Ferrari, no GP da Espanha Imagem: Albert Gea/Reuters

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

21/08/2017 04h00

Esta semana marca o retorno das atividades da Fórmula 1 depois de duas semanas de fábricas fechadas e quase um mês sem carros na pista. A partir do GP da Bélgica, dia 27, começa a fase decisiva para a temporada, com nove etapas até a decisão em Abu Dhabi, no final de novembro. E, após uma primeira metade de muitos altos e baixos entre Mercedes e Ferrari, é difícil apontar um favorito para o campeonato, que tem Sebastian Vettel como líder, com 14 pontos de vantagem para Lewis Hamilton.

Confira o que esperar de cada equipe na 2ª metade do campeonato da F-1:
Mercedes:
O time teve o carro mais rápido na maior parte das pistas, especialmente em classificação e em pistas de alta velocidade, que são maioria na segunda parte do ano. Porém, tanto Hamilton quanto Valtteri Bottas já tiveram problemas com o câmbio e a equipe ainda tem de administrar a briga interna entre seus pilotos, que têm tirado pontos um do outro. A política, por enquanto, tem sido não intervir, mas isso pode mudar dependendo da situação do campeonato.

Ferrari: A equipe de Vettel vem embalada por um pacote de mudanças que melhorou o desempenho do carro na Hungria, mas ainda precisa comprovar que as mudanças também funcionam em circuitos de alta velocidade, nos quais a Mercedes parece superior. Outro problema é o motor: especialmente Vettel está pendurado, tendo usados todos os seus turbocompressores permitidos para a temporada. Dificilmente o alemão escapa de punição em pelo menos uma etapa.

Ricciardo venceu a prova em Baku - AFP PHOTO / Andrej ISAKOVIC - AFP PHOTO / Andrej ISAKOVIC
Ricciardo venceu a prova em Baku
Imagem: AFP PHOTO / Andrej ISAKOVIC
Red Bull: O time começou mal o ano, sem conseguir compreender seu carro e tendo muitos problemas de confiabilidade, especialmente com Verstappen. A atualização da Hungria, contudo, deu sinais encorajadores e a tendência é que o holandês e Daniel Ricciardo lutem por pódios de forma consistente na segunda metade do ano.

Force India: Com os pontos conquistados na primeira metade, muito em função da consistência do rendimento do carro e de seus pilotos, o time está a caminho de repetir o quarto lugar do ano passado. Mas a dupla Sergio Perez e Esteban Ocon já mostrou ser um foco de tensão.

Felipe Massa em aēćo no treino oficial para o GP da Įustria - AP - AP
Massa disse que desenvolvimento da Williams com pneu novo e tanque vazio nćo funcionou no treino
Imagem: AP
Williams: Foram muitos os pontos perdidos por vários motivos na primeira metade do ano, desde acidentes causados por outros pilotos a furos de pneus, mas nas últimas etapas a equipe perdeu muito de sua consistência e tem de ficar de olho para não deixar a quinta colocação escapar.

Toro Rosso: O fato de o time estar a dois pontos da Williams mesmo pontuando basicamente com um piloto (Carlos Sainz fez 35 pontos contra 4 do companheiro Daniil Kvyat) dá a medida de seu potencial. Na segunda metade, porém, todos os olhos estarão no russo, que vem se envolvendo em muitos incidentes e corre o risco de levar um gancho nas próximas provas.

Haas: A equipe continua sendo surpreendida com os altos e baixos de seu carro e segue tendo problemas de inconsistência dos freios, mesmo tentando vários sistemas diferentes. Mesmo com um bom projeto, a inexperiência de muitos membros da equipe pesa na briga apertada no meio do pelotão. Mas a dinâmica interna, com Kevin Magnussen começando a dar trabalho a Romain Grosjean, pode ser interessante na segunda metade.

Renault: A estreia de um novo assoalho no GP da Inglaterra parece ter melhorado de forma significativa o desempenho do carro de uma das equipes que brigam para tirar o quinto lugar da Williams. Porém, será difícil se a Renault continuar pontuando apenas com Nico Hulkenberg, o que aumenta a pressão sob Jolyon Palmer, que pode ser substituído ainda neste ano.

Alonso abandona o GP da Rússia na volta de aquecimento - Reprodução/Fórmula 1 - Reprodução/Fórmula 1
Imagem: Reprodução/Fórmula 1
McLaren: Sofrendo por mais um ano com a pouca confiabilidade e o fraco desempenho do motor Honda, a McLaren deu sinais de melhora e comprovou, colocando os dois carros nos pontos na Hungria, que tem um bom carro. Porém, a expectativa é que novas punições por trocas de motor atrapalhem Alonso e Vandoorne.

Sauber: Time chegou a deixar a McLaren na lanterna por um bom tempo, mas brigas políticas internas e um grande diferencial de performance (a Sauber é a única do grid com um motor de 2016, muito defasado) fazem com que seja praticamente impossível escapar da última posição no campeonato.

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