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Fórmula 1

Massa vê Mercedes em vantagem, mas crê que Ferrari pode levar título

Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

30/03/2017 08h28

Felipe Massa fez um balanço geral da primeira prova da temporada da Fórmula 1, disputada no último final de semana, na Austrália, e afirmou que a Ferrari já demonstrou que pode bater a Mercedes em situação normal de corrida, ainda que veja o time alemão ainda um pouco na frente dos italianos.

“A Mercedes ainda é superior por alguns décimos, mas Vettel demonstrou saber aproveitar qualquer erro”, afirmou o brasileiro em sua coluna ao Motorsport.com.

Na Austrália, Vettel se aproveitou de uma falha de estratégia da Mercedes com o pole position Lewis Hamilton para vencer, mas também demonstrou um ritmo forte, sem o qual não estaria em posição de roubar a ponta do inglês.

Massa se mostrou animado em relação ao rendimento da Williams na primeira prova do ano. “Na corrida, o melhor rendimento depois de Mercedes, Ferrari e Red Bull foi o meu”, observou o piloto, que terminou a prova na sexta colocação.

“Tive boas sensações com o carro na pré-temporada e elas se confirmaram em Albert Park. Certamente dá para melhorar o carro, mas ele nasceu bem. Entrei na classificação sem muita referência [após ter tido problemas elétricos em um dos treinos livres e de ter sido atrapalhado por uma bandeira vermelha causada por seu próprio companheiro no último treino antes da definição do grid], mas deu tudo certo. Honestamente, me surpreendi muito com o tempo do Grosjean [que se classificou em sexto, à frente do brasileiro], não esperava, mas em relação a nossa performance fiquei contente.”

Na corrida, Massa se livrou rapidamente da Haas do francês e fez uma corrida solitária para chegar em sexto. “Acredito que conseguimos o melhor resultado possível com nosso carro. Foi um bom início, com pontos importantes e um sexto lugar que conseguimos com mérito.”

Físico em dia
Correndo praticamente sozinho o tempo todo na Austrália, Massa não teve de forçar o ritmo o tempo todo e não teve dificuldades físicas para terminar a prova. Ainda assim, com o aumento da velocidade e, consequentemente, das forças que agem sobre o piloto no cockpit, o brasileiro acredita que nem todas as provas serão fáceis.

"Vai ter pista mais difícil. A Austrália não é uma pista muito difícil no quesito físico. Mas na Malásia é muito quente, no Japão [são muitas curvas de alta velocidade]. São pistas em que a gente vai sentir mais o lado físico. Se você começar a cansar, a chance de errar é maior", observou o piloto ao SporTV.

 

"Quando você entra na curva, em uma freada forte, você sofre em muitas áreas, começando pelo coração. Toda a parte muscular, pescoço, costas, ombros, tudo isso. Você faz uma força bem grande. Em curvas de alta velocidade, você faz até uma parte do circuito sem respirar. Quanto mais rápido o carro vira, você sente mais o lado físico. A corrida teve 1h24min. Foi mais de 20 minutos mais rápido que no ano passado. É uma diferença grande, uma mudança grande. As corridas são muito mais rápidas, os carros são mais constantes. O piloto sofre muito mais. A maioria dos pilotos fez um treino físico muito mais forte, mais elevado, para ganhar massa muscular. Foi o que eu fiz também e me senti bem durante a corrida. Independente se você faz mais força, acabei bem a corrida. Mas é mais difícil para mim, sem dúvida, do que era."

A segunda etapa do mundial de Fórmula 1 será disputada dia 9 de abril, na China.

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