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Fórmula 1

De experiência a bebida alcoólica: os 5 motivos para a volta de Massa à F-1

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

28/12/2016 10h54

A aposentadoria de Felipe Massa na Fórmula 1 tem grande chances de terminar cedo: o piloto concordou em voltar à Williams caso o time perca Valtteri Bottas para a Mercedes, em negócio que deve ser confirmado nas próximas semanas.

A decisão do time inglês de recorrer ao piloto que correu pela equipe nas últimas três temporadas surpreendeu alguns especialistas, especialmente da mídia internacional, e desagradou outros, mas é explicada por cinco motivos principais. Confira quais são:

Continuidade: A Williams já sofreria com várias mudanças. O time perdeu seu diretor técnico, Pat Symonds, e também terá mudanças na operação de pista, uma vez que o chefe de performance Rob Smedley já declarou sua vontade de não viajar a todas as provas. Ao ver a saída de Bottas, o time perderia mais uma de suas referências. E, em um momento delicado, no qual haverá uma extensa mudança de regras, é importante para qualquer equipe manter pelo menos alguma variável estável.

Experiência: O primeiro motivo nos leva ao segundo. Massa já passou por diversas mudanças de regras e provou aos engenheiros da Williams que é capaz de gerar um retorno técnico importante para identificar áreas problemáticas do carro. Por conta disso, o UOL Esporte entende que os próprios engenheiros do time recomendaram o retorno do brasileiro no caso da saída de Bottas.

Patrocinador: Quando o anúncio da contratação de Lance Stroll foi adiado até que o canadense completasse 18 anos, apesar do negócio já estar fechado há tempos, o motivo foi a preocupação da patrocinadora master da Williams, a marca de bebidas alcóolicas Martini, estar preocupada em ligar seu produto a um menor de idade. Porém, a idade mínima para o consumo de bebidas alcoólicas pode chegar a 23 anos dependendo do país e a empresa não teria admitido ter dois pilotos abaixo desta idade, o que ocorreria caso o escolhido fosse o candidato oferecido pela Mercedes, Pascal Wehrlein.

Mercado fechado: Wehrlein acabou sendo deixado de lado na Williams tanto pela idade, quanto pela pouca experiência, o que também pesa contra todos os outros pilotos que estão disponíveis no mercado. Com apenas três vagas abertas, todos os pilotos mais rodados já estão garantidos para 2017. A única opção seria Jenson Button, mas o inglês está sob contrato na McLaren e declarou algumas vezes que não tinha qualquer intenção de correr ano que vem.

Flexibilidade: Ao mesmo tempo em que o mercado de pilotos está bastante fechado para 2017, contratos importantes, como os de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen com a Ferrari e Fernando Alonso com a McLaren, acabam ao final da próxima temporada. Com a incógnita de Stroll, a Williams vê a vantagem de ter um piloto contratado por apenas um ano para entrar nas negociações - abrindo a chance, inclusive, de trazer Bottas de volta.

A definição do retorno de Massa ainda não tem data para acontecer. A Mercedes inicialmente declarou que anunciaria o substituto de Rosberg no início de janeiro, mas o consultor Niki Lauda já avisou que a decisão pode demorar mais.

Os lançamentos dos carros de 2017 e os primeiros testes estão marcados para o final de fevereiro.

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