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Fórmula 1

Encarar novato cheio da grana na Williams seria uma boa para Massa?

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

20/12/2016 06h00

Com a proposta de renovar seu contrato com a Williams em cima da mesa mesmo depois de ter anunciado sua aposentadoria na Fórmula 1, Felipe Massa tem vários prós e contras para pesar. Um deles é seu papel em relação àquele que seria seu novo companheiro, Lance Stroll, piloto canadense de 18 anos que traz consigo títulos das categorias inferiores - e um caminhão de dinheiro grande até para os padrões da categoria.

O pai de Lance, Lawrence Stroll, bilionário do ramo da moda, investiu mais de 120 milhões de reais diretamente pela vaga, mas acredita-se que isso seja apenas uma parte do que a família está disposta a colocar no time. Os recentes rumores, inclusive, de que o diretor técnico da Mercedes, Paddy Lowe, um dos homens-fortes do time tricampeão do mundo, estaria indo para a Williams em 2017 envolvem o dinheiro dos Stroll.

Dentro da própria fábrica da Williams, a presença da família já se faz sentir. O time ganhou um novo simulador, patrocinado por Lawrence Stroll, pai de Lance. Em 2016, o equipamento só foi usado pelo próprio Lance, pois estava acertado para o carro de F-3, campeonato que o canadense venceu com sobras. A partir de agora, contudo, os demais pilotos também poderão utilizar a novidade.

Lance Stroll, da Williams - Divulgação/Williams - Divulgação/Williams
Imagem: Divulgação/Williams
O mesmo investimento pesado ocorre na preparação para a estreia do piloto, que será o primeiro canadense na Fórmula 1 desde a despedida de Jacques Villeneuve, em 2006. Stroll vem fazendo uma série de testes, bancados pelo pai, com o carro de 2014 da Williams comprado por ele e com motores Mercedes especialmente preparados, para se ambientar à Fórmula 1, tendo passado por Silverstone, Budapeste, pelo Red Bull Ring, e por Monza, e chegará ao GP da Austrália, no final de março, com mais quilometragem do que qualquer estreante em 20 anos - desde que o próprio Villeneuve chegou, em 1996.

Perguntado pelo UOL Esporte sobre como encarava a chegada de Stroll, Bottas foi político. “Claro que ele é um piloto muito talentoso, que foi muito bem em todas as categorias em que correu. Espero, pela equipe, que ele seja competitivo. E, do ponto de vista do piloto, é sempre melhor ter um companheiro que ande em um ritmo próximo ao seu porque, quanto mais apertado o duelo, mais você se força a melhorar. Então espero que ele seja competitivo, mas não estou nem um pouco preocupado.”

Apesar de não reconhecer isso publicamente, Valtteri Bottas já vinha internamente buscando garantir que o dinheiro dos Stroll não interferisse na maneira como a Williams trata seus pilotos, algo que Massa também deve querer se certificar caso aceite retornar ao time. O convite surgiu após o próprio finlandês tornar-se o favorito para ficar com o lugar de Nico Rosberg na Mercedes.

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