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Fórmula 1

Um ano após "não ver luz no fim do túnel", Red Bull fala em voltar à ponta

Jason Reed/Reuters
Imagem: Jason Reed/Reuters

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

26/03/2016 06h00

Em março de 2015, a Red Bull vivia uma crise aberta com sua fornecedora de motores, a Renault, após perceber que os mesmos problemas que tinham limitado os resultados do time no ano anterior se repetiriam na temporada que estava começando. Pouco confiável e bem menos potente que Mercedes e Ferrari, a unidade de potência dos franceses era bastante criticada pelos dirigentes da equipe.

Doze meses depois, o cenário mudou da água para o vinho. O chefe do time, Christian Horner, é só elogios ao desenvolvimento da parceira, e acredita que o time pode lutar com a Ferrari para ser a terceira grande força do grid ao longo da temporada.

“Acho que a unidade de potência definitivamente progrediu na pré-temporada”, disse Horner após Daniel Ricciardo conquistar o quarto lugar, atrás apenas de Mercedes e Ferrari, no GP de abertura da temporada na Austrália. “Ainda há um longo caminho adiante mas é ótimo que, particularmente em condições de corrida, vimos um progresso em termos de performance. Estamos indo na direção certa.”

O motor é tido como elo fraco da Red Bull desde a introdução dos V6 turbo, em 2014. Afinal, o time vinha de um tetracampeonato consecutivo antes de cair abruptamente de rendimento. Em 2014, ainda conseguiu salvar um vice-campeonato, mesmo que bastante longe de ameaçar o domínio das Mercedes. No ano seguinte, caiu para o quarto lugar e, na ânsia de tentar um acordo com outra fornecedora de motores, chegou a ameaçar deixar a categoria.

Apesar do projetista Adrian Newey ter chegado a dizer em 2015 que não via “uma luz no fim do túnel”, o entusiasmo voltou a marcar o discurso dos tetracampeões. “Acho que somos certamente o terceiro melhor carro. Particularmente na corrida. E isso é muito encorajador. Não é onde queremos estar, mas é encorajador em termos de evolução. Temos um ótimo produto para servir de base.”

A briga com a Renault ano passado fez com que a Red Bull passasse a usar motores com o nome de uma de suas patrocinadoras, a Tag-Heuer. Porém, a unidade de potência segue sendo a mesma utilizada pela equipe de fábrica dos franceses.

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