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Fórmula 1

Schumacher disse que quase deixou F1 após morte de Senna

Do UOL. em São Paulo

05/05/2014 16h43

O alemão Michael Schumacher foi um dos entrevistados da revista inglesa Autosport sobre os 20 anos do GP de San Marino de 1994, onde morreram Ayrton Senna e Roland Ratzenberger. O depoimento foi dado antes de seu acidente em uma pista de esqui na França, em dezembro do ano passado. Ele permanece internado no Hospital de Grenoble.

Schumacher foi testemunha da saída da pista de Senna em seu acidente na Tamburello e foi o vencedor da corrida em Imola. No fim daquele ano, o alemão conquistou o primeiro de seus sete títulos na F1.

“Vi o acidente, mas não fui informado sobre o que aconteceu. No começo, não sabia das consequências. Mas quando descobri, foi um choque profundo. Foi a primeira vez que tive a experiência de ver alguém morrer no esporte que eu amava tanto. Para mim, morrer na pista era algo relacionado ao passado, em uma época que eu não conhecia tanto”, disse Schumacher.

“No domingo à noite, após a corrida, eu estava totalmente destruído. Pensei seriamente em me aposentar, enquanto lutava com o fato de que pessoas poderiam perder suas vidas ali. Não sabia se queria continuar e falei muito com [sua esposa] Corinna sobre isso. Me lembro que, no teste seguinte, estava tentando descobrir se ainda gostava daquilo”, revelou.

No depoimento à revista, Schumacher também comentou sobre quando viu Senna pela primeira vez, em uma pista de kart em Zolder, na Bélgica, no início da carreira do brasileiro. “Fiquei maravilhado com as linhas que ele fazia, a maneira com que pilotava, imediatamente chamou minha atenção. Daquele dia em diante eu soube seu nome e obviamente o acompanhei quando ele chegou à F1.”

Segundo Schumacher, ele manteve essa admiração quando estreou na categoria, em 1991. “Eu amava a maneira com que ele pilotava. De um certo modo, Ayrton foi meu ídolo, apesar de eu não ficar feliz, no início, com a abordagem dele com os jovens pilotos, na época em que entrei na F1. Mas era parte do jogo, então não foi um grande problema.”

Senna e Schumacher tiveram alguns problemas na pista principalmente durante a temporada de 1992, quando ambos se enfrentavam na luta pelo terceiro lugar - o campeonato foi dominado pelas Williams de Nigel Mansell e Riccardo Patrese.

Durante os treinos para o GP da Alemanha daquele ano, Senna chegou a empurrar Schumacher em uma discussão nos boxes, após os dois terem se desentendido na pista.

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