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Volkswagen Golf GTI sai de linha no Brasil após 25 anos de história

Alessandro Reis, Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

26/09/2019 17h55

Depois de tirar de linha as versões convencionais do Golf, a Volkswagen confirmou que deixará de oferecer no Brasil a configuração esportiva GTI, atualmente a única disponível no portfólio do hatch médio. Um dos ícones mais queridos da marca alemã, o GTI vai dar lugar ao híbrido Golf GTE, com estreia prevista para o fim deste ano no País via importação - conforme antecipado por UOL Carros.

A produção do Golf GTI em São José dos Pinhais (PR) será mantida até o lançamento do GTE para atender a demanda, informa a VW. A montadora quer mais espaço na linha de montagem para o T-Cross. Na prática, o SUV compacto chegou no início deste ano para substituir a família Golf, cujas vendas têm caído ano a ano.

Não é exclusividade da Volks: em geral, a demanda por hatches médios despencou no Brasil por conta da crescente popularidade dos utilitários esportivos.

Esportivo de respeito

O Golf GTI foi a primeira versão comercializada no Brasil, onde estreou em 1994 na terceira geração, importado do México. O hatch, porém, era pesado e tinha o mesmo motor 2.0 da versão GLX. Ou seja, estava longe de fazer jus à sigla "GTI".

GTI Mk3 tinha duas portas, mas motor era um pacato 2.0 - Divulgação
GTI Mk3 tinha duas portas, mas motor era um pacato 2.0
Imagem: Divulgação

O Golf começou a ser produzido no país em sua quarta geração, fabricada em São José dos Pinhais (PR) de 1999 a 2014. Era um dos veículos mais modernos fabricados no Brasil: além de estar em sintonia com o mercado europeu, ele trazia vários itens até então pouco comuns (e até inexistentes) na indústria nacional. O motor era o conhecido 1.8 turbo que equipava Passat e Audi A3, com duas variações: 150 cv e 180 cv.

Quarta geração foi a primeira do Golf feita no Brasil - Divulgação
Quarta geração foi a primeira do Golf feita no Brasil
Imagem: Divulgação

Em 2003, o hatch ganhou a versão VR6, que era fabricada no Paraná para exportação (mais precisamente EUA e Canadá) e teve uma edição limitada de 99 unidades para nosso mercado.

A carroceria de duas portas era uma das exclusividades, bem como o motor 2.8 V6 de 200 cv e o câmbio manual de seis marchas. Mesmo assim, o GTI VR6 não era tão mais rápido do que o GTI "normal", sendo 0,1 mais ágil na aceleração de 0 a 100 km/h e atingindo uma velocidade máxima menor - 209 km/h contra 227 km/h.

Golf GTI VR6 virou série limitada a 99 unidades no mercado brasileiro - Divulgação
Golf GTI VR6 virou série limitada a 99 unidades no mercado brasileiro
Imagem: Divulgação

Em 2008, o já veterano Golf ganhou uma controversa reestilização, apelidada informalmente de "geração 4,5". Se o estilo era polêmico, o motor 1.8 turbo ganhou melhorias para render até 193 cv rodando com gasolina aditivada, fazendo dele o carro mais potente fabricado no país - não por acaso superando o Honda Civic Si por apenas 1 cv. O esportivo, porém, foi fabricado apenas até 2009.

Reestilização controversa rendeu ao Golf o apelido de "geração 4,5" - Divulgação
Reestilização controversa rendeu ao Golf o apelido de "geração 4,5"
Imagem: Divulgação

Foram necessárias mais duas gerações até o Golf se realinhar com o modelo vendido na Europa, o que aconteceu no final de 2013.

A sétima (e atual) geração tem preço sugerido de R$ 151.530 e traz o eficiente motor 2.0 turbo de 230 cv. E infelizmente pode ser o último Golf GTI vendido no mercado brasileiro.

Adeus? 7ª geração do Golf GTI vai deixar saudades... - Murilo Góes/UOL
Adeus? 7ª geração do Golf GTI vai deixar saudades...
Imagem: Murilo Góes/UOL

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