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Nada a fazer: como é acordar e encontrar seu carro inundado na garagem

Fernando Calmon

Fernando Calmon, engenheiro, jornalista e consultor, dirigiu a revista Auto Esporte e apresentou diversos programas de TV. Escreve às terças-feiras.

Colaboração para o UOL

11/02/2020 12h36

Depois do tombo, o coice. O ditado popular se aplica bem à enchente de ontem em São Paulo. Você vê um filme feito por um dos moradores do seu condomínio. Existem dois acessos à garagem, sendo uma apenas para entrada e outra para saída de veículos, na rua paralela.

A água entrou pelas duas rampas. A sensação de impotência é grande por ver alguns vizinhos tentando salvar seus carros.

Mas só cabem quatro carros na rampa... Menos de 1% das 420 vagas disponíveis. Pensei o seguinte: o meu carro e o do meu filho ficam no meio da garagem. Ou seja, vai demorar mais para encher. Doce ilusão.

Moro neste local desde 2003 e nunca havia acontecido um incidente assim. Fui dormir por volta das 2h e a chuva estava bem forte. Eram 7h quando alguns moradores viram que a água estava entrando na garagem. A sorte foi essa porque, se ela fosse menor, provavelmente os carros teriam ficado submersos.

Não pude fazer nada. A água entrou em todos os carros. Não sei dizer se algum carro teve perda total e ainda não avaliei quais foram os danos no meu carro.

Tive sorte de não ficar sem energia em nenhum momento, mas ficamos ilhados porque, embora o prédio tenha gerador, a água pode ter danificado os aparelhos.

Além disso, a chuva foi tão forte que a água começou a infiltrar no fosso dos elevadores, que ainda estão sem funcionar mesmo depois de um dia.

É um fenômeno muito rápido e a gente precisa estar preparado para isso. E nunca devemos deixar de pagar pela proteção contra enchentes que as seguradoras oferecem. Pode até ser um valor alto, mas acaba compensando no fim das contas.