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Coronavírus: 6 atitudes para evitar uma nova onda de contaminação

Usar máscara ao sair e ficar em casa sempre que possível são formas de evitar uma nova onda de contaminação pelo novo coronavírus Imagem: iStock

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

15/06/2020 14h07

Viver a vida sem poder sair de casa não é tão agradável — ou fácil — como a gente imaginava que seria. A rotina que nunca muda, a monotonia de olhar para as mesmas paisagens e, principalmente, a falta de contato com outras pessoas torna o isolamento social, necessário para conter os aumento nos casos de contaminação pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), bastante difícil.

Com a reabertura gradual das atividades econômicas em grande parte do Brasil, muitas pessoas acreditam que a vida voltará ao normal em breve. No entanto, alguns países que já passaram por isso — como China ou Portugal — já estão colocando um freio na velocidade com que isso acontece justamente pelo aumento nos novos casos de pessoas com covid-19.

O que os cientistas temem é que esse aumento seja indicativo de uma segunda onda de contaminações, o que poderia impor novamente a necessidade de um novo isolamento.

Enquanto esses cenários ainda não se concretizam, dá para fazer a sua parte e tomar alguns cuidados para garantir que, mesmo fora de casa, você se mantenha protegido e ainda evite que o vírus se espalhe. Veja algumas medidas:

1. Sempre usar máscara ao sair

No elevador, no carro, no mercado, no transporte público — enfim, sempre que estiver fora de casa, o uso de máscaras — tanto as versões caseiras como as cirúrgicas — são consideradas fundamentais para evitar a propagação do vírus.

E diversos estudos já mostraram isso. Um dos mais recentes, feito pela University of Edinburgh, na Escócia, mostrou que o uso desse acessório cobrindo a boca e o nariz reduz a distância percorrida pela respiração em mais de 90%, reduzindo as chances de contaminação.

Mas lembre-se que a máscara requer alguns cuidados: lave as mãos ou use álcool em gel após retirá-la, nunca compartilhe o acessório com ninguém e sempre a troque quando perceber que o tecido está úmido. Para lavar, use água e sabão e deixe de molho por cerca de 30 minutos em uma solução desinfetante (2 colheres de sopa de água sanitária em 1 litro de água).

2. Manter uma distância de 1,5 a 2 metros

Quando estiver na rua, tentar manter uma distância de 1,5 a 2 metros ao conversar ou até mesmo cruzar com alguém é a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) e do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) americano para evitar que uma pessoa transmita o novo coronavírus a outros indivíduos.

Isso evitaria que gotículas contaminadas e que saem da boca enquanto falamos, espirramos ou tossimos sejam absorvidas por outros indivíduos saudáveis. No entanto, alguns estudos já mostraram que, sozinha, essa medida não é eficaz — simplesmente porque quando tossimos ou espirramos, por exemplo, as gotículas podem atingir distâncias maiores.

É aí que entra o uso das máscaras, garantindo que essas partículas não sejam espalhadas (se a pessoa doente as utilizar) nem absorvidas (se o indivíduo saudável estiver usando).

3. Evitar reuniões familiares

Quem vive com outros familiares está em isolamento com eles, e não há problema nenhum nisso. Porém, chamar outras pessoas para um jantar "pequeno" ou um almoço de família pode colocar tudo a perder.

Isso porque basta um só indivíduo estar contaminado (por ter se exposto propositalmente ou não) para que todos estejam em risco. Portanto, neste momento, é melhor manter distância e evitar receber pessoas, mesmo que da própria família, para qualquer tipo de reunião.

4. Lavar bem as mãos sempre

É uma medida básica de higiene que impede a propagação não apenas do novo coronavírus como também de outros microrganismos.

Especificamente neste caso, o uso de água e sabão durante a lavagem quebra a barreira lipídica que envolve o vírus, tornando-o inviável. Dessa forma, impedimos a contaminação que ocorreria ao colocar a mão no rosto ou nos olhos, por exemplo.

O recomendado é lavar as mãos sempre que voltar para casa e após tocar em objetos ou superfícies que possam estar contaminados, como embalagens de compras, por exemplo.

5. Se isolar em casa ao notar qualquer sintoma respiratório

Principalmente no inverno, é comum encontrarmos no Brasil uma grande circulação de vírus respiratórios, como os que causam resfriados comuns e até o H1N1, um dos responsáveis pela gripe.

Como os sintomas provocados pela infecção do novo coronavírus são semelhantes, o melhor a fazer, ao primeiro indício de doença respiratória, é ficar em casa e procurar se isolar dos outros moradores. Isso vai evitar que você espalhe o vírus para outras pessoas, aumentando o índice de contaminação.

Mas lembre-se: caso os sintomas piorem e você apresente febre incessante e falta de ar, procure atendimento médico o mais rápido possível.

6. Ficar em casa, se puder

Sim, ficar em casa pode ser estressante e até cansativo, mas ainda é a melhor arma para evitar a propagação do vírus, especialmente pelos indivíduos assintomáticos (que não desenvolvem a doença, mesmo estando contaminados) ou durante a fase pré-sintomática (quando a pessoa foi contaminada e ainda não desenvolve os sintomas, mas já está espalhando o patógeno).

Então, a menos que a sua saída seja necessária (por motivos de trabalho, ou necessidade de ir ao mercado ou à farmácia), o mais recomendado é manter-se em isolamento até os casos diminuírem. Do contrário, podemos assistir a um aumento no número de doentes e, para evitar que o sistema de saúde entre em colapso, as autoridades podem impor novamente medidas de isolamento.

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