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Empatia pode ser exercitada para melhorar suas relações; saiba como

Se colocar no lugar do outro é fundamental quando o assunto é empatia Imagem: iStock

De Universa

04/05/2024 04h00

Essencial nas relações interpessoais, a empatia faz a diferença em diversos setores da vida. Mas você sabe o que significa essa palavra? Definida no dicionário como "capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente e querer o que ela quer", nada mais é do que se colocar no lugar do outro.

Com a empatia, a sensação é de ser como alguma pessoa, compreendendo escolhas e sentimentos, bons ou ruins, que ela tiver. De acordo com especialistas, não é possível chegar ao amor sem empatia. No entanto, a prática requer diversos saberes, começando com o entendimento de que ninguém é perfeito.

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Ser empático significa renunciar a julgamentos, verdades e crenças para se abrir e entender o outro. Por isso, a empatia é uma competência desenvolvida na prática. Um dos mandamentos dela, inclusive, é ouvir e acreditar no outro sem procurar falhas e julgar.

Outra forma de melhorar a empatia é diminuir os questionamentos, superando os próprios preconceitos e se abrindo para prestar atenção nos detalhes. Não é necessário concordar em tudo com o outro, mas compreender pontos de vistas divergentes.

Pessoas empáticas também são gentis e praticam a escuta atenta. Sendo assim, quando não é possível ouvir outra pessoa, o indicado é explicar os motivos para isso e procurá-la em outro momento, mostrando interesse pelo que o outro diz.

Outro "mandamento" da empatia é estar disposto a ajudar, além de ouvir. Isso significa viver situações desconhecidas para entender o que as pessoas que convivem com determinada ação enfrentam.

Reconhecer as diferenças também é essencial na prática da empatia para enxergar cada pessoa de uma maneira, bem como tratar todos bem e demonstrar confiança, evitando fofocas e críticas que provocam ansiedade e insegurança.

Profissional

Há uma crença de que a empatia é uma faculdade a ser desenvolvida em âmbito profissional, além das relações interpessoais. Este é o caso, por exemplo, da empresa Carlotas, que possui um propósito social que busca espalhar empatia e respeito à diversidade.

A empresa atua em duas frentes: com programas de desenvolvimento humano e responsabilidade social para empresas e organizações e parcerias com escolas públicas e particulares para formação de educadores e estudantes por meio de competências socioemocionais.

Além disso, outro exemplo da empatia no trabalho é a proposta Contratos Conscientes, que consiste em um documento vivo que serve de guia para a relação entre as partes do contrato. Ele é baseado em valores e cria ações ao invés de regras para gerar sustentabilidade aos negócios e aos relacionamentos.

Com a vulnerabilidade e a empatia, é provável que as partes do contrato desistam de ter razão, mas se reconheçam como seres humanos capazes de errar e acertar.

Medicina

Uma atuação empática é necessária para médicos, pois se trata de uma profissão em que é necessário escutar com atenção e individualizar cada atendimento, fortalecendo uma relação com o paciente que viabiliza diagnósticos e tratamentos.

A psiquiatria, por exemplo, é um espaço em que a empatia é ainda mais necessária, já que o médico precisa acolher o paciente além de atendê-lo.

Fontes: Ana Gabriela Andriani, psicóloga mestre e doutora, com pós-graduação em terapia de casal e família e especialização em psicoterapia dinâmica; Elizângela Barbosa, consultora especialista em assessoria para Recursos Humanos com ênfase em plano de cargos e salários, gestão por competências e performance e treinamentos; Fabiana Gutierrez, graduada em Ciências da Comunicação e Mídia; Fernanda Guerra, advogada pioneira na abordagem de Contratos Conscientes e pós-graduada em neurociência e comportamento; Heloísa Capelas, especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental, assistente social, pós-graduada em administração com ênfase em Recursos Humanos, fundadora do Centro Hoffman, coach, master practitioner em PNL (Programação Neurolinguística) e terapeuta familiar; Jaqueline Bifano, psiquiatra infanto-juvenil especialista em psicoterapia; Leonardo Morelli, psicólogo, mestre em psicologia e especialista em psicoterapia ericksoniana.

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