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Self Healing: técnica ajuda terapeuta a controlar a distrofia muscular

Cristina Almeida

Especial para o UOL Ciência e Saúde

07/01/2011 07h00

A terapeuta ocupacional Beatriz Ambrósio do Nascimento, que convive com a distrofia muscular há anos, é uma das pessoas que encontrou alívio no Self Healing, criado por Meir Schneider. No início, minha prática diária era de 4 a 6 horas. O resultado foi 40% de melhora numa doença genética considerada incurável”, conta. “Hoje, aos 52 anos, eu poderia estar numa cadeira de rodas. Só não me tornei uma vítima, porque tomei as rédeas de minha saúde. E me sinto poderosa com isso!”, comemora.

Depois de testemunhar os benefícios da prática, a terapeuta trouxe a técnica de Schneider para o Brasil e participou da fundação do Núcleo de Pesquisa e Ensino de Self Healing no departamento de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), e da Associação Brasileira de Self Healing. “Para mim, o maior benefício foi, sem dúvida, o controle sobre o corpo e a doença. Como ela é progressiva, ainda observo alguma nova perda muscular, além do enfraquecimento próprio da meia idade. Não me desespero, pois sei que posso reverter e voltar ao meu normal”, diz a especialista. “O  processo leva tempo:  minutos,  horas, dias. Porém, retomo sempre o bem-estar, e assim não acumulo dores nem limitações”, completa.

Para os praticantes da técnica, o maior desafio não é  a série diária de exercícios. A dificuldade é manter a autonomia alcançada. Nascimento observa que como as situações vão mudando, os movimentos também devem ser adaptados às novas necessidades. Uma das características do  Self Healing  é o estímulo da consciência corporal: “É preciso estar disposto a experimentar. Sentir o próprio corpo, mais e profundamente, até  saber o que serve e o que já não serve para cada momento”.

Mais sobre Self Healing:

www.absh.org.br

http://www.self-healing.org