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Qual é a melhor internet móvel do Brasil? Consultoria aponta nosso atraso

Vivo tirou nota 698 em uma escala de 0 a 1.000 - Thinkstock
Vivo tirou nota 698 em uma escala de 0 a 1.000 Imagem: Thinkstock

Felipe Germano

Colaboração para Tilt, em São Paulo

15/08/2019 09h30Atualizada em 15/08/2019 11h42

Sem tempo, irmão

  • Consultoria alemã constatou que a melhor internet móvel do país é provida pela Vivo
  • A empresa tirou nota 698 numa escala de 0 a 1.000
  • Foram analisados os dados de 1,8 milhão de brasileiros
  • Brasil teve o pior desempenho entre os países analisados neste ano

A P3, consultoria alemã que realiza auditorias e avaliações de redes móveis em mais de 80 países pelo mundo, analisou a internet dos celulares brasileiros. E concluiu que a Vivo é a responsável pela melhor internet móvel do país.

A auditora europeia comparou quatro das principais operadoras do país (Vivo, Oi, Tim e Claro) e as analisou em seis diferentes categorias: cobertura de voz, cobertura de dados, cobertura 4G, velocidade de download do usuário, velocidade de upload de usuário e disponibilidade do serviço de dados. Foi na soma dos resultados que a Vivo tomou a frente na disputa.

A operadora tirou nota 698 em uma escala de 0 a 1.000. O segundo lugar ficou com a Tim (663 pontos), seguido pela Claro (591 pts), finalizando com a Oi (497), na lanterna.

De acordo com a P3, apenas as operadoras com fatia de mercado relevante na base da amostra foram incluídas no estudo, eliminando as com amostragem muito baixa. A Nextel foi classificada nessa categoria, e por isso não entrou.

A primeira colocação se dá pelo fato da Vivo liderar em quatro das seis categorias, e com uma vantagem confortável em algumas delas. Na cobertura de voz, por exemplo, a operadora conseguiu um resultado quase 35% maior do que a Tim, segunda colocada da categoria. Em cobertura de dados, a folga entre a medalha de ouro e prata é de 20%.

As outras operadoras, no entanto, também têm suas vitórias. A melhor cobertura 4G do Brasil, por exemplo, é da Tim - que tem quase o dobro dos pontos do segundo colocado (Vivo). A velocidade de download é outro exemplo: coroa a Claro. Mesmo a Oi, empata em primeiro lugar na categoria "disponibilidade do serviço de dados".

No Brasil, um bom 3G ou 4G é muito mais importante do que a banda larga. Metade do país só consegue acessar a rede via telefones móveis. E mesmo quem não depende dos dados torce por um serviço de qualidade. Passamos, em média, mais de três horas em apps (o 5º lugar entre os mais viciados do planeta).

Estamos mal

Mas os assinantes da Vivo não devem comemorar muito. A internet móvel do Brasil inteiro é muito ruim.

Isso fica claro, por exemplo, na qualidade da nossa cobertura 4G. A P3 dá até 250, nossa maior nota nesse quesito (Tim) não conseguiu atingir nem metade desse valor, com apenas 121 pontos. Se fizermos uma média entre as concorrentes, o resultado é drasticamente pior: 67 pontos. Em uma escala de 0 a 10, esses pontos seriam uma nota 2,7.

Comparando com o restante do mundo, então, a precariedade fica clara. É só olhar alguns relatórios feitos em outros países, em 2019 mesmo e pela própria P3. Em seu site, a consultoria disponibiliza estudos feitos ao redor do mundo. Nove deles são análises com dados coletados em 2019, como é o caso do Brasil. Nesse grupo, foram analisadas a internet móvel na África do Sul, Albânia, Romênia, Malta, Polônia, Hungria, Estados Unidos, Portugal e Croácia.

O Brasil, advinha só, apresenta o pior resultado. E não é por pouco não. Nossa internet campeã ainda é 19% inferior à da sul-africana (penúltimo lugar da tabela). Se compararmos com a campeã das campeãs, a croata, a surra é bem maior. A internet deles é 35% melhor que a nossa.

Para chegar às conclusões brasileiras, a P3 analisou 15,5 bilhões de amostras de dados vindos de 1,8 milhão de usuários nacionais, entre janeiro e junho de 2019. A empresa afirma que esses resultados correspondem ao que acontece em 99,6% das áreas urbanas e 73,2% das regiões não urbanizadas do país.

Os dados foram coletados diretamente dos aparelhos. Ao explicar a metodologia, a empresa afirma, em comunicado, que "integrou um processo de diagnóstico de segundo plano em mais de 900 aplicativos Android". E completa: "Se um desses aplicativos estiver instalado no celular do usuário final e o usuário concorda, a coleta de dados ocorre 24/7, 365 dias por ano nesse dispositivo. Os relatórios são gerados a cada 15 minutos e enviados diariamente a servidores de nuvem da P3".

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