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IA protege homem da burrice que é acender cigarro em posto de gasolina

Cigarro é identificado por inteligência artificial da Microsoft usada pela Shell - Reprodução
Cigarro é identificado por inteligência artificial da Microsoft usada pela Shell Imagem: Reprodução

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

03/10/2018 04h00

Fogo e combustíveis são uma combinação perigosa, a não ser que seu objetivo seja causar uma explosão. Tem gente que, involuntariamente, coloca outros em risco ao acender um cigarro em postos de gasolina. Pensando nesses deslizes, a Shell, empresa do ramo energético, se aliou à Microsoft para usar inteligência artificial para fins de segurança.

Usando visão computacional, as empresas desenvolveram um software que identifica situações de perigo. Funciona da seguinte maneira: por meio de uma câmera, o computador capta uma cena suspeita dentro do posto, seja alguém com um isqueiro ou com um cigarro, e alerta os funcionários do estabelecimento. Avisados, eles podem intervir antes que um acidente aconteça e coloque em risco não só o cliente desleixado, mas todos que estão nos arredores do local.

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Trata-se de um projeto-piloto que está em uso em dois postos de gasolina, na Tailândia e Cingapura - ainda não há relatos de que o cérebro artificial tenha prevenido alguma catástrofe.

A Shell faz uso das tecnologias de computação da nuvem da Microsoft usando as imagens das câmeras de segurança de uma forma eficiente. Em vez de enviar centenas de megabytes por segundo à nuvem, o sistema é seletivo com o que é mandado para ser processado remotamente. Isso significa que apenas imagens consideradas duvidosas vão para uma análise mais complexa na nuvem, que identifica se alguém está fumando e dispara um alerta no local, avisando os funcionários da irregularidade antes de um acidente.

O uso mais cotidiano da parceria é para a segurança de postos de gasolina, mas a tecnologia pode ser usada para dar mais segurança a quem trabalha em plataformas de petróleo ou outras áreas em que a Shell atua.

As possibilidades oferecidas por esse tipo de recurso são enormes. A visão computacional já é usada para identificação de rostos na imigração de aeroportos, para compra de produtos em lojas que não têm caixa ou até para saber se você está feliz ou triste com a propaganda exibida no metrô de São Paulo.