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Apple Watch chega em 24 de abril nos EUA por a partir de US$ 349

Do UOL, em São Paulo

09/03/2015 15h37Atualizada em 09/03/2015 18h31

A Apple anunciou nesta segunda-feira (9), em evento realizado em San Francisco (Califórnia, EUA), que os relógios inteligentes Apple Watch vão chegar ao mercado a partir de 24 de abril nos Estados Unidos, Austrália, Hong Kong, Canadá, Reino Unido, Japão, França, Alemanha e China.

A pré-venda dos aparelhos começa em 10 de abril e os preços dependem da versão, tamanho e tipo de pulseira. A versão esporte varia de US$ 349 (38 milímetros), cerca de R$ 1.082, a US$ 399 (42 milímetros), aproximadamente R$ 1.237.

Já a versão convencional de 38 milímetros varia de US$ 549 (cerca de R$ 1.703) a US$ 1.049 (cerca de R$ 3.254)  – a diferença dos preços depende do modelo das pulseiras. Na versão maior (42 milímetros), há um acréscimo de US$ 50 (cerca de R$ 155) no valor. Haverá ainda uma versão de ouro que custará US$ 10 mil (aproximadamente R$ 31 mil).

Detalhes do Apple Watch

"Apple Watch permite que você se comunique da forma mais imediata e íntima que já existiu", disse Tim Cook, diretor-executivo da Apple, durante a apresentação.

Com ele, será possível atender e fazer ligações. O usuário poderá configurar na tela inicial do Apple Watch informações úteis, como horário de diferentes localidades ou informações de agenda.

Na parte de notificações, o usuário conseguirá ver notificações de e-mail e mensagens enviadas a um iPhone. O relógio também mostrará “cards” de notificações de outros aplicativos, como informações sobre jogos esportivos, notícias ou algum aviso referente a redes sociais, como os assuntos mais comentados do Twitter ou alguma interação do Facebook.

O relógio terá um sistema de interação exclusiva entre os relógios da Apple chamado Digital Touch. Será possível, por exemplo, enviar batimentos cardíacos ou algum desenho feito na própria tela do gadget.

A aplicação que monitora atividades físicas enviará notificações ao usuário. Será como um "técnico diretamente no seu pulso", como definiu Cook. Além disso, o programa mostrará periodicamente quantas calorias foram gastas pelo usuário.

O Apple Watch também poderá servir como carteira virtual. Após configurar um cartão de crédito, basta dar um duplo toque no botão lateral do dispositivo e pagar uma fatura. A transação só é concluída após o vendedor aproximar uma máquina (como essas usadas para operações de cartão) do relógio e emitir um barulho.

A interação com mensagens ou chamadas atendidas pelo relógio pode ser feita com mensagens pré-configuradas (por exemplo, não posso atender agora ou ligo mais tarde) ou com um sistema de reconhecimento de voz da Apple.

Como a companhia lançou o kit de desenvolvimento no ano passado, já existem alguns aplicativos específicos para o Apple Watch. Durante a apresentação, a empresa mostrou o Instagram (será possível ver fotos e curtí-las) e o Uber (onde será possível pedir um carro do serviço) funcionado diretamente no relógio. Outra possibilidade é usar o aplicativo SPG, que transforma o relógio em uma chave para quartos de hotel.

Uma preocupação que analistas tinham quanto ao Apple Watch é a bateria. No entanto, de acordo com a empresa, ela tem autonomia de 18 horas.

Com o Apple Watch, a companhia usou estratégia parecida com a do primeiro iPhone: a empresa mostrou o relógio em um evento de setembro de 2014 e fez um outro apenas para divulgar o preço e outros detalhes referentes ao dispositivo.

MacBook de 13,1 milímetros de espessura

O evento também foi marcado pelo lançamento uma nova linha de MacBook muito mais fino, mais leve e potente. O portátil chega às lojas nos Estados Unidos a partir de 10 abril por US$ 1.299 (cerca de R$ 4.029). Ainda não há previsão para lançamento no Brasil.

Com 13,1 milímetros de espessura, a tela do aparelho é 24% mais fina do que a do modelo anterior. O teclado também foi modificado e está 40% mais fino, que passou a contar com um mecanismo que permite mais precisão na digitação. As mudanças refletiram automaticamente no peso, que é de aproximadamente 900 gramas.

ResearchKit: ferramenta de diagnóstico de doenças

A companhia anunciou o lançamento de um recurso chamado "ResearchKit", uma plataforma que permite a médicos e desenvolvedores criarem programas que conversem com gadgets Apple que podem ajudar no diagnóstico de doenças.

A ferramenta possibilita, por exemplo, criar um aplicativo que ao dizer “Aaaaah" próximo ao microfone do iPhone ajudará no diagnóstico de mal de Parkinson, ao analisar variações nas cordas vocais.

Com o uso de sensores presentes nos dispositivos Apple (iPhone), será possível ainda detectar indícios de asma, problemas cardiovasculares ou até mesmo câncer de mama, de acordo com a companhia.

O uso dessas aplicações não será compulsório e, segundo a Apple, o dono do dispositivo decide se vai participar e os dados que quiser compartilhar.

A ferramenta estará disponível para médicos e desenvolvedores em abril.

HBO Go na Apple TV

O início do evento foi marcado pela apresentação das lojas oficiais da Apple ao redor do mundo, com destaque às seis unidades lançadas na China nas últimas seis semanas. Segundo Tim Cook, a empresa espera ter 40 lojas no país, que, como ele definiu, "é um enorme mercado para a Apple". 

O sucessor de Steve Jobs também destacou o lançamento do streaming da HBO -- canal de televisão norte-americano que exibe filmes e séries-- no Apple TV. O serviço estará disponível a partir de abril por US$ 14,99 por mês (aproximadamente R$ 46,50).