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Galaxy S4 apresenta recursos de ponta e exige 'dedicação' do usuário

Do UOL, em São Paulo

06/06/2013 06h00Atualizada em 01/07/2013 08h39

O Galaxy S4 tem tantas, mas tantas funções e recursos que nomear cada um deles resultaria -- com perdão do trocadilho -- em uma lista telefônica. O smartphone top de linha da Samsung oferece qualidade em tudo aquilo que se propõe fazer e, ciente de sua posição de destaque no mercado, cobra um valor também respeitável: R$ 2.400 (3G) e R$ 2.500 (na versão 4G).

Direto ao ponto:

Nome: Samsung Galaxy S4
Dimensões (LxAxP, em cm): 13,6 x 6,9 x 0,79
Tamanho da tela: 5 polegadas
Peso: 130 gramas
Sistema operacional: Android 4.2.2
Processador versão 3G: Octa-core (quad-core de 1,6 GHz e quad-core de 1,2 GHz)
Processador versão 4G: Quad-core de 1,9 GHz
Memória RAM: 2GB
Armazenamento: 8 GB ou 16 GB expansíveis até 64 GB
Câmera: 13 megapixels e 2 megapixels
Preço sugerido: R$ 2.400 (3G) e R$ 2.500 (4G)
Pontos positivos: Extremamente potente, permite ser controlado por mímica e olhar do usuário
Pontos negativos: Preço equivalente a de dois bons smartphones; controle por mímica e gestos difíceis de aprender

O pagamento dá acesso a um ótimo aparelho, cheio de recursos realmente avançados. Mas não garante que o usuário vá tirar proveito de todas essas funções, pois elas exigem um certo treino e até ajuda do manual. Ou seja: o Samsung Galaxy S4 faz sua parte, sendo um telefone de ponta. Mas o dono do aparelho também deve fazer a parte dele, aprendendo a usar o que lhe é oferecido.

Portanto, esqueça o S4 se quiser uma relação mais descompromissada com seu telefone celular – o valor é alto para quem não usufrui de tantos benefícios. Mas se você é daqueles que adora fuçar em eletrônicos, vê o manual como um aliado e não tem dó de gastar uma pequena fortuna em seu novo gadget, o Galaxy S4 é para você. Caso ainda precise ser convencido disso, vamos por partes.

Características gerais 

O teste a seis mãos feito pelo UOL Tecnologia mostra que a tela de 5 polegadas é ótima, tanto na exibição de imagens quanto na resposta ao toque. O tamanho é bom para quem realmente quer um celular grande, da categoria “phablet” – a essa altura, quem opta por um aparelho com mais de 5 polegadas sabe o que levará para casa.

Todo esse espaço é muito bem aproveitado com imagens de altíssima qualidade. Elas são tão nítidas, vivas e definidas que dão ao usuário a sensação de ter colocado óculos: tudo o que via antes era mais embaçado, opaco, difuso, desfocado. Em alguns casos, o usuário tem a sensação que dificilmente veria uma imagem com melhor qualidade do que na tela – nem mesmo ao vivo.

Galaxy S4 é smartphone cheio de 'firulas'; veja os recursos

O teclado facilita a vida com teclas bem espaçadas, além de números e letras exibidos na mesma tela. Assim como fazem outros smartphones, o S4 “adivinha” qual é a palavra digitada, evitando a fadiga daquele que precisa digitar em um espaço reduzido (isso sem contar a ferramenta de anotações “S Memo”, comum em smartphones Samsung, que permite escrever usando a ponta do dedo como caneta).

A câmera traseira de 13 megapixels e frontal de 2 megapixels é aquilo que se espera do S4 e mais um pouco. As imagens registradas são de excelente qualidade e os recursos vão muito além daqueles oferecidos por outros smartphones também de ponta. Essas funções – úteis para alguns, excessivas para outros – serão detalhadas mais abaixo.

Todos esses recursos – câmera, tela sensível e teclado -- são executadas de forma macia sobre o sistema operacional Android 4.2.2 (Jelly Bean). O hardware robusto do aparelho, com processador quad-core de 1,9 GHz na versão 4G, ainda permite que ele vá muito além das funções básicas, oferecendo ainda alternativas complementares que você confere abaixo.

Comandos em ação

O S4 conta com firulas tecnológicas nunca antes vistas na história desse planeta, fora das telas de cinema. E no topo dessa lista entram os comandos enviados com o movimento dos olhos ou com mímica (vale sempre lembrar: não é magia, é tecnologia).

O usuário não precisa encostar os dedos na tela para rolar páginas de internet ou listas de e-mails, por exemplo. Basta gesticular próximo à superfície, sem realizar nenhum contato – com o mesmo movimento feito em celulares touch --, para o aparelho obedecê-lo. Além desse comando chamado Air Gesture, é possível dar ordens com o movimento dos olhos ou da cabeça (sendo a segunda opção mais fácil).

Tirar os olhos da tela, aliás, garante ações curiosas. Se um filme estiver sendo exibido na tela, ele pausa automaticamente (a Smart Pause não quer que você perca nada). Caso o operador esteja em uma tela aleatória e vire o rosto, o telefone entende que o usuário não está mais interessado. Assim, orgulhoso, ele se apaga (essa função Smart Stay já era vista no S III).

Com a Exibição Suspensa, o usuário visualiza informações apenas pairando seu dedo sobre a tela (ampliar a área de um site ou o trecho de um vídeo). Com movimentos específicos, também dá para silenciar uma chamada, capturar imagem da tela e aumentar a imagem, por exemplo.

Como o usuário demora certo tempo até pegar prática nos recursos que desobrigam o contato físico com a tela, as primeiras tentativas podem ser trabalhosas (e curiosas, para quem vê de fora). Na prática, essas opções podem não fazer falta, mas a brincadeira é muito divertida para deixá-la de lado. Mesmo porque o usuário pagou muito para tê-las.

A má notícia é que essas ações funcionam em poucos apps do equipamento, gerando certa frustração. Seria como permitir que um motorista dirigisse tranquilamente por aí sem ter de encostar as mãos no volante – mas a bordo de um pedalinho, com rodas, em formato de cisne.

Câmera

Se o usuário quiser aproveitar os inúmeros recursos da câmera, terá de dedicar algum tempo para entender como eles funcionam.

De cara, o botão do clique oferece ao usuário duas alternativas. Ele pode ser usado para uma única foto (um só toque) ou para registrar até 20 poses na sequência (toque contínuo). Com isso, fica fácil escolher a melhor imagem na hora dos parabéns, do jogo de futebol ou do show. Se precisar de uma ajudinha, há ainda recursos como flash, comandos de voz (“diga xis” ou “sorria” ativam o clique) e detecção noturna (ajuste automático em situações de baixa luminosidade).

Entre os recursos da categoria “inéditos” aparece o modo dual, que registra simultaneamente imagens com câmera frontal e traseira. Dessa forma, o próprio fotógrafo pode ser inserido na imagem final de fotos e de vídeos (ele é adicionado como um “selo”, que pode ser reposicionado e ganhar efeitos nas bordas). Fica a critério do usuário definir qual imagem registrará com qual câmera (a mais potente ou a frontal).

Chegamos agora aos “modos” da câmera: nada menos do que 11 para capturar imagens com qualidade em situações distintas.

Além do modo “Automático”, que facilita a vida, há “Esportes” (para movimentos rápidos), “Panorama”, “Apagador” (deleta objetos em movimento), “Animado” (dá movimento a objetos selecionados), “Foto com som” (permite gravar mensagem ou música) e “Melhor foto” (faz por você o trabalho de edição”, entre outros.

Em resumo, as imagens registradas com o S4 só ficarão ruins se o usuário se esforçar para isso.

S Translator

Por fim, outra alternativa que chamou a atenção da reportagem no S4 foi o tradutor. O aplicativo pode salvar a vida de quem não se vira em outras línguas – mais especificamente em nove delas, incluindo inglês (britânico e norte-americano), japonês, alemão e francês. Alguns idiomas, entre eles o português do Brasil, espanhol e italiano, só podem ser traduzidos para o inglês.

Na teoria, a frase a ser traduzida pode ser escrita falada. Na prática, o tradutor comete alguns erros (perdoáveis) típicos de sua categoria. “Quantos anos você tem?”, por exemplo, vira em inglês “how many years you have” (sendo o correto “how old are you?”). “Quem é o pai dele?” se transforma em “who is the father of it?” (sendo o correto “who is his father?”).

Nos testes do UOL Tecnologia, a ferramenta não identificou a voz do usuário (falada em tons acima do normal) para que pudesse traduzir as frases. Em diversas tentativas, o celular mostrou a tela “nenhuma voz identificada”.