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iPhone 5: primeiros da fila em Londres querem vender lugar para doar dinheiro

Ryan Willians (esq) e Peter King querem vender primeiro lugar na fila da loja de Covent Garden, em Londres - Ana Macchi/UOL
Ryan Willians (esq) e Peter King querem vender primeiro lugar na fila da loja de Covent Garden, em Londres Imagem: Ana Macchi/UOL

Ana Macchi

Do UOL, em Londres

20/09/2012 17h54

No primeiro lugar da fila para o lançamento do iPhone 5 em Covent Garden, Londres, estão dois amigos e sócios que planejam vender seu lugar na fila e também de um iPhone 5, que será lançado nesta sexta-feira (21) em nove países. Peter King, 19, e Ryan Willians, 21, têm uma boa causa: dizem que o objetivo é angariar fundos para a Cancer Research UK, uma instituição do Reino Unido que pesquisa a cura da doença.

Além do dinheiro que pretendem obter com esse “empurrãozinho” da Apple, a dupla mantém uma página na internet que arrecada doações de pessoas sensibilizadas pela causa e pelo esforço dos jovens. “Ao todo imaginamos conseguir pelo menos 2.000 libras [cerca de R$ 6.562]”, afirma Peter, que perdeu a mãe há três anos, vítima de um câncer no fígado. Os dois chegaram ao local na terça-feira (18).

Na fila também em busca de dinheiro – e não do iPhone 5 -- está o pintor de paredes italiano Gino Finelli, 47, que chegou ao local no mesmo dia dos primeiros ingleses. Ele reside há 22 anos em Londres e vê nessa situação uma oportunidade de fazer negócio. “Meu maior objetivo é vender esse lugar. Vou doar cerca de metade do dinheiro para os meninos que estão arrecadando para a instituição e ficar com o resto.” iPhone? “Sim, gosto, tenho um 3G e um 4S, mas posso comprar o novo depois”, completa.

Rotina

O grupo tem encarado dias e noites na porta da loja da Apple da melhor maneira possível. “É divertido ficar aqui, a gente conversa, faz amigos e muita gente é solidária. Estamos recebendo refeições grátis da Pizza Hut e do EAT (rede de lanchonetes). O pessoal de uma academia aqui perto deixou a gente usar o banheiro e tomamos banho lá duas vezes”, conta Peter, aquele da arrecadação.

Comerciantes locais e até mesmo os próprios funcionários da Apple se oferecem para prestar auxílio ao grupo que enfrenta o frio para garantir em primeira mão o aparelho.
 
“Eles deixam a gente carregar as baterias dos telefones e dos computadores na loja e são sempre muito simpáticos. Estou adorando esse ambiente”, afirma Eamon Yates, 26, coordenador da empresa de tecnologia Rackspace. Yates se define como um “virgem das filas da Apple”, pois esta é a primeira vez que enfrenta o desafio.

Já no caso de seu amigo Ben Paton, 25, também funcionário da empresa, a história é diferente. Fanático pelos produtos da marca, esta é a terceira vez que ele encara a fila em busca de lançamentos. “A sorte é que na empresa onde trabalhamos todo mundo adora tecnologia, então eles entendem e podemos tirar uns dias de folga”, afirma Ben, que chegou às 18h da terça-feira (18), assegurando o terceiro lugar.

No entanto, na ocasião do lançamento do iPhone 4, Ben foi o primeiro da fila na loja da Regent Street, também no Centro de Londres. “Dessa vez resolvi mudar, experimentar outro ambiente”, diz o fã, que tem todos os produtos da marca e passa esse longo tempo de espera lendo, conversando e, obviamente, navegando na internet.

Até a manhã desta quinta-feira (20), 26 pessoas aguardavam o lançamento em frente à loja de Covent Garden, a maior da Apple na Europa. Às 14h45 do horário de verão de Londres (10h45 em Brasília), o paquistanês Mustafa Rafiq, 21, era o último da fila. Proprietário de um aparelho Samsung, o estudante espera pelo lançamento do iPhone 5 para, enfim, realizar o sonho de ter um telefone da marca. “Sou super fã da Apple, mas, por enquanto, só tenho o iPod mesmo”, afirma Mustafa, que estuda Administração de Empresas e mora há seis meses na cidade.

Vizinhança
Kat Riazumovskaya trabalha na loja inglesa de chás Whittard que fica em frente à loja da Apple, em Covent Garden. Segundo ela, a concentração de gente não incomoda a vizinhança. “Eles têm lançamento toda hora, tem sempre muita gente, e isso é legal. Cria um clima bom por aqui, que tem tudo a ver com a atmosfera de Covent Garden”, diz. Ainda segundo ela, os muitos frequentadores da Apple contribuem para o movimento de sua loja.